Mãe de PM morta acusa coronel de ser 'verme' e destruir família
Mãe de PM assassinada em SP acusa marido, tenente-coronel, de ser 'verme' e destruir família. Oficial preso por feminicídio nega crime.

A mãe da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, 32, assassinada em fevereiro em São Paulo, desferiu duras acusações contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima e principal suspeito do crime. Em depoimento à Justiça, Marinalva Vieira Alves de Santana classificou o oficial como um "verme" e afirmou que ele "destruiu a família" ao tirar a vida de sua filha. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Desde o ocorrido, o coronel sustenta a tese de suicídio, mas a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) investigam o caso como feminicídio e fraude processual. O oficial está preso desde março, respondendo às acusações.
## Desespero da neta
Marinalva relatou à Justiça que a morte trágica de Gisele impactou profundamente a família, especialmente a filha de 7 anos da vítima. A menina, que agora vive com os avós maternos, tem apresentado gatilhos emocionais e entra em desespero ao ser chamada de "filhinha", além de chorar frequentemente durante a noite. Segundo a avó, o choro intenso da neta se intensificou na semana que antecedeu as audiências do caso.
## Negação de comportamento suicida
A mãe da soldado desmentiu veementemente qualquer indício de que Gisele pudesse ter um comportamento suicida, depressivo ou triste a ponto de atentar contra a própria vida. "Isso nunca", afirmou Marinalva ao ser questionada pela Promotoria, ressaltando que a filha tinha planos para o futuro e desejava viver para criar a criança. A declaração contraria a versão apresentada pelo tenente-coronel, que insiste na tese de suicídio. Gisele recebia um salário de R$ 7 mil, enquanto o coronel, que teve a prisão decretada pela morte da esposa, somou mais de R$ 28 mil em vencimentos, segundo publicação oficial.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, está preso desde março, após ter sua prisão preventiva decretada pela Justiça. Ele é acusado de feminicídio e fraude processual. A investigação aponta que ele teria manipulado a cena do crime para simular um suicídio. A família de Gisele busca por justiça e pela condenação do oficial, enquanto a filha da vítima tenta lidar com o trauma deixado pela perda.