Justiça Libera Mulher Penalizada pelos EUA e Ligada ao PCC

Justiça Federal em Santos solta sete detidos na Operação Exchange, incluindo Stella Stefanie, penalizada pelos EUA por ligação com o PCC. Investigação apura lavagem de dinheiro e tráfico internacional.

Justiça Libera Mulher Penalizada pelos EUA e Ligada ao PCC

A Justiça Federal em Santos determinou a soltura de sete pessoas presas na Operação Exchange, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital). A decisão, tomada nesta terça-feira (7.jul.2026), atinge inclusive Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, a primeira brasileira a ser alvo de sanções diretas do governo dos Estados Unidos por supostas ligações com a facção criminosa.

A magistrada da 7ª Vara Federal Criminal de Santos entendeu que não havia motivos suficientes para manter a prisão temporária dos investigados, concedendo a liberdade a todos, exceto a Victor Henrique de Oliveira Shimada. Shimada, que estava foragido, teve sua prisão temporária convertida em preventiva.

A Operação Exchange foi deflagrada na sexta-feira (3.jul.2026), dois dias após o anúncio do bloqueio de bens e empresas de investigados nos EUA. Parte das apurações da Polícia Federal brasileira teve como base informações compartilhadas pelo Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos. A investigação centra-se em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, utilizando criptoativos.

Segundo a PF, Victor Shimada é apontado como um dos líderes do núcleo financeiro do PCC no Brasil, atuando como "doleiro" e transacionando valores bilionários através de empresas de fachada. Relatórios de inteligência financeira indicam que ele pode ter movimentado R$ 1,9 bilhão por meio de sua empresa, a Victory Trading Intermediação de Negócios. Outro alvo da operação é Ygor Savioli, suspeito de ser um dos principais articuladores da venda de drogas e direcionamento de fluxos financeiros ilícitos.

As autoridades brasileiras e americanas identificaram uma rede complexa de operações financeiras transnacionais. A investigação detalha o uso de criptoativos e empresas de fachada para lavar dinheiro do tráfico. Entre os investigados presos, além de Shimada e Stella, estão Paulo Roberto Macedo ("Urso"), Leandro de Proença (especializado em criptoativos), Carlos Henrique Costa Almeida (receptor de moeda estrangeira em Portugal), João Gilberto Codognotto ("Giba"), Romany Cutolo Bonente ("Roma"), Diego Lameiro Diz (criador de empresas de fachada) e Amauri Henrique de Oliveira (tio de Victor Shimada). Ygor Savioli chegou a ser preso nos EUA em 2023.

A defesa de Victor Shimada e Stella Stefanie informou que adotará as medidas jurídicas cabíveis para contestar as prisões.