Jovem morre em salto de rope jump; 4 são denunciados

Quatro pessoas são denunciadas pelo MP de SP por homicídio com dolo eventual na morte de jovem em salto de rope jump. Víctima caiu de ponte sem corda de segurança.

Jovem morre em salto de rope jump; 4 são denunciados

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou quatro pessoas pelo envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que caiu de aproximadamente 30 a 40 metros de altura durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis. A jovem foi lançada sem que a corda de segurança estivesse devidamente conectada ao seu equipamento.

Três dos denunciados — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — responderão por homicídio com dolo eventual qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves, citada como organizadora do evento, foi denunciada pelo mesmo crime, acrescido de omissão imprópria e fraude processual, por supostamente tentar ocultar provas.

Segundo o MPSP, os responsáveis pela atividade exploravam comercialmente o rope jump sem cumprir protocolos básicos de segurança e sem uma definição clara de funções. A denúncia aponta que o grupo tinha pleno conhecimento dos riscos, mas priorizava interesses econômicos e a divulgação nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes. A vítima foi submetida à modalidade conhecida como "aviãozinho", onde é erguida e projetada da estrutura.

A investigação da Polícia Civil, que embasou a denúncia, apontou que a câmera GoPro utilizada pela vítima teria sido retirada e seu conteúdo possivelmente excluído para dificultar a apuração dos fatos, com o equipamento permanecendo desaparecido. A defesa de Luis Felipe Feliciano Egoroff e Maicon Fernandes Cintra alega discordar da denúncia, afirmando que os acusados não tiveram intenção de matar nem assumiram o risco do resultado.

Enquanto o Ministério Público pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva, a Justiça já determinou a soltura de dois instrutores que haviam sido presos anteriormente. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins não foram indiciados pela Polícia Civil. Pivetta, inicialmente apontado como responsável por retirar a câmera, foi liberado após a polícia concluir que as características físicas não batiam com a descrição de testemunhas e que sua função era na parte inferior da ponte. Gabriel Barros Martins também foi liberado por falta de provas suficientes que caracterizassem sua participação relevante na morte da jovem.

O Ministério Público requereu, ainda, que o Judiciário fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados à família da vítima. A morte ocorreu em 13 de junho, e a investigação envolveu oito pessoas. Se a denúncia for aceita, os acusados poderão ir a julgamento pelo Tribunal do Júri.