Jovem apreendido por estupro de vulnerável em Roraima
Jovem de 20 anos é apreendido em Roraima para cumprir internação por estupro de vulnerável cometido em 2022 contra criança de 3 anos. Caso distinto em MT: padrasto preso após denúncia em atividade escolar.

Um jovem de 20 anos foi apreendido na sexta-feira (17) em Uiramutã, Roraima, para cumprir uma medida socioeducativa de internação. Ele foi condenado por ato infracional análogo a estupro de vulnerável, crime cometido em 2022 quando ele tinha 16 anos contra uma criança de 3 anos. A apreensão foi realizada pela Polícia Civil em cumprimento a um mandado judicial.
De acordo com as investigações, o jovem vivia com a mãe da criança na época dos fatos. Em novembro de 2022, a mãe deixou a filha sob os cuidados do então companheiro por alguns minutos. Ao retornar, ouviu a criança chorando e percebeu sinais de lesão e vestígios de sangue nas vestimentas da menina, que relatou ter sido machucada. O suspeito negou as acusações.
O caso foi denunciado à Polícia Civil, que reuniu laudos periciais, depoimentos e outras provas. A sentença, proferida em maio deste ano, concluiu pela autoria e materialidade do ato infracional, com o relato da vítima sendo consistente e corroborado pelas demais provas. A Justiça determinou a internação como medida mais adequada, considerando a gravidade do caso e a necessidade de responsabilização e acompanhamento psicológico.
## Justiça Determina Internação
A decisão judicial ressaltou que medidas alternativas não seriam suficientes diante da gravidade do crime. A internação foi vista como essencial para a reintegração social do infrator, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com a expedição do mandado, equipes policiais localizaram o jovem na comunidade indígena Caraparu, em Uiramutã, onde ele foi detido e encaminhado para o cumprimento da pena.
## Denúncia em Mato Grosso
Em um caso distinto, mas com similaridade de gravidade, um homem foi preso em Rosário Oeste, Mato Grosso, na quarta-feira (15), sob suspeita de estuprar a enteada. A investigação policial foi iniciada após a criança relatar os abusos durante uma atividade escolar sobre "Semáforo do Toque". A vítima detalhou os abusos sofridos pelo padrasto. A polícia também investiga se o suspeito praticava violência psicológica contra a mãe da criança para impedir denúncias.