Irmão de Marcola tem prisão mantida por lavagem de dinheiro do PCC
Justiça de SP mantém prisão de irmão de Marcola, investigado por lavagem de dinheiro do PCC em transportadora que movimentou R$ 20 milhões.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) decidiu manter a prisão preventiva de Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, conhecido como "Gordão" ou "Marcolinha". Ele é irmão de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão judicial negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do investigado.
Camacho Júnior é alvo da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa. De acordo com as investigações do Ministério Público, ele seria o proprietário de uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Essa empresa teria movimentado cerca de R$ 20 milhões e seria utilizada para operações financeiras ilícitas do PCC.
A mesma investigação levou à prisão da influenciadora digital Deolane Bezerra, em uma ação que também apura conexões com o esquema financeiro da facção. A defesa de "Marcolinha" declarou que respeita a decisão do TJ-SP, mas discorda juridicamente e pretende apresentar recurso às instâncias superiores na tentativa de reverter a manutenção de sua prisão.
A decisão do TJ-SP reforça o cerco judicial contra membros ligados à alta cúpula do PCC, mirando especificamente em atividades financeiras e de lavagem de dinheiro que sustentariam a organização criminosa. A Operação Vérnix continua a investigar a extensão do esquema e o envolvimento de outros indivíduos.