Hugo Motta estende escolta policial de deputada ameaçada por 90 dias
Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, prorroga por 90 dias a escolta policial da deputada Talíria Petrone, citando ameaças de milícias e respaldo de ministérios.
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, determinou a prorrogação por mais 90 dias da escolta policial concedida à deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). A decisão atende a um pedido baseado em pareceres que indicam a existência de ameaças de morte contra a parlamentar, oriundas de milícias. A Polícia Legislativa havia inicialmente sugerido o fim da proteção, mas a manutenção foi justificada por análises de risco e respaldo documentado dos Ministérios dos Direitos Humanos e da Justiça.
A deputada Talíria Petrone tem sido alvo de ameaças devido à sua atuação em defesa de comunidades e ações em áreas de atuação de grupos paramilitares. A manutenção da escolta visa garantir a segurança da parlamentar diante do contexto de risco documentado pelas autoridades competentes. A decisão de Lira reflete a gravidade das ameaças e a necessidade de proteger representantes eleitos que atuam em frentes sensíveis.
Este caso ressalta a complexidade da segurança de autoridades em ambientes de alta vulnerabilidade social e a importância de mecanismos de proteção robustos. A atuação de Petrone em favelas do Rio de Janeiro, local onde as ameaças se concentram, foi um dos pontos considerados na análise que levou à extensão da escolta.