Homens condenados por tentar matar ex-analista da Unimed que desvendou fraude
Três homens foram condenados em SP pela tentativa de assassinato de ex-analista da Unimed que descobriu desvio de R$ 4,8 milhões. Mandante do crime, Bruna Perugine Teixeira, segue foragida.

Três homens foram condenados pela Justiça de São Paulo pela tentativa de assassinato de uma ex-analista financeira da Unimed Nacional. A vítima havia descoberto um esquema de desvio de mais de R$ 4,8 milhões na empresa e denunciado uma ex-colega de trabalho, Bruna Perugine Teixeira, apontada como a mandante do crime e que segue foragida.
## Condenações e Penas
Rafael Rosa Silva e Tiago Ferreira dos Santos foram condenados por tentativa de homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Rafael Rosa Silva recebeu pena de 16 anos, 7 meses e 3 dias de reclusão. Tiago Ferreira dos Santos, considerado articulador da ação, foi sentenciado a 18 anos e 8 meses de reclusão.
Júlio César Benício de Medeiros foi condenado por participação na tentativa de homicídio qualificado, com a qualificadora do recurso que dificultou a defesa e reconhecida sua participação de menor importância. Ele emprestou o veículo usado pelos executores e posteriormente comunicou falsamente o furto do carro, recebendo pena de 9 anos e 4 meses de reclusão.
As penas dos três condenados foram fixadas em regime inicial fechado e determinou-se a execução imediata. A mandante do crime, Bruna Perugine Teixeira, não foi encontrada pela polícia, que suspeita que ela tenha tentado forjar um desaparecimento.
## Motivação e Esquema de Desvios
A investigação policial apontou que a motivação para o atentado estava ligada ao trabalho da ex-analista, que atuou por 17 anos na Unimed Nacional. Ela teria denunciado os desvios financeiros praticados por Bruna Perugine Teixeira, que, segundo a apuração, contratou os executores para matá-la.
Bruna Perugine Teixeira, também analista financeira, teria arquitetado os desvios e o plano de homicídio. A vítima relatou que Bruna a ameaçou para que ela desistisse da denúncia. A investigação revelou que Bruna montou a empresa "C-Gás Fundo de Investimentos" com o contador Danilo Araújo de Souza. Extratos bancários indicam transferências da Unimed para a empresa fantasma, totalizando mais de R$ 4,8 milhões desviados. A polícia comprovou a ligação entre os desvios e o atentado, pois a C-Gás fez transferências para Maurício Mafran Bonfim, apontado como laranja, que, por sua vez, pagou os autores do atentado. O crime, que ocorreu em dezembro de 2024, foi inicialmente tratado como uma briga de trânsito, mas câmeras de segurança revelaram que os disparos foram direcionados à ex-analista. Houve um erro na execução, e o marido da vítima também foi atingido.