Homem é preso após matar padrasto a facadas em RR
Homem de 25 anos tem prisão preventiva decretada por matar o padrasto a facadas em Boa Vista, RR, após discussão familiar.

Um homem de 25 anos, identificado pelas iniciais J.P.R., teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após ser suspeito de matar o padrasto, Antônio Marcos Lourenzo, de 43 anos, a facadas em Boa Vista, Roraima. O crime ocorreu na tarde de quinta-feira (16), no bairro São Bento. A prisão do suspeito foi efetuada por agentes da Delegacia Geral de Homicídios (DGH) da Polícia Civil, horas após o ocorrido, no bairro Nova Vida.
De acordo com o delegado da DGH, Thiago Alexandre de Oliveira Leite, a vítima havia chegado do interior do estado para visitar a companheira na manhã do crime. Ao chegar à residência da mãe, o suspeito J.P.R. apresentou comportamento confuso e começou a ofendê-la. Antônio Marcos interveio para defender a companheira e repreendeu o enteado verbalmente. Para evitar o agravamento da situação, o casal decidiu sair de casa.
Nesse momento, segundo a polícia, J.P.R. pegou uma faca na cozinha, escondeu-a sob a roupa e seguiu o casal. Ao alcançá-los na rua, o suspeito atacou Antônio Marcos com diversos golpes de faca. A vítima tentou se defender, mas foi atingida gravemente e caiu na entrada da residência, onde o óbito foi constatado pelo SAMU. A faca utilizada no crime foi apreendida e passará por perícia.
## Histórico e Decisão Judicial
Segundo a Certidão de Antecedentes Criminais, J.P.R. já responde a outro processo por crime contra o irmão. Familiares relataram que o suspeito possuía histórico de comportamento agressivo no ambiente familiar, agravado pelo uso de entorpecentes, com registros anteriores de ameaças e agressões.
Durante a audiência de custódia nesta sexta-feira (17), o juiz Marcelo Mazur decretou a prisão preventiva do suspeito. Em sua decisão, o magistrado destacou o perigo que o estado de liberdade do custodiado representa para a ordem pública, citando a gravidade dos crimes e a falta de respeito à convivência social demonstrada pelo acusado. "Depreende-se que a ordem pública não estaria garantida acaso fosse o flagranteado liberado, pois demonstrou não respeitar a convivência em sociedade", afirmou Mazur.