Helicóptero de R$ 25 milhões apreendido será usado pela Segurança Pública de SP
Helicóptero de R$ 25 milhões, apreendido em operação contra lavagem de dinheiro e apostas ilegais, será utilizado para segurança pública, transporte de órgãos e emergências em São Paulo.

A Justiça de São Paulo autorizou a utilização de um helicóptero de R$ 25 milhões, apreendido em uma operação contra lavagem de dinheiro e apostas ilegais, para fins de interesse público no estado. A aeronave, um modelo Airbus Helicopters EC130 T2, foi localizada em Osasco, na Grande São Paulo, e, segundo as investigações, pertencia a uma organização criminosa. A decisão, proferida pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores, atende a um pedido da Polícia Civil com parecer favorável do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
## Uso Público e Segurança
O helicóptero será empregado em diversas missões cruciais para a segurança pública e o bem-estar da população paulista. Entre as funções previstas estão o apoio operacional a forças de segurança, o transporte de medicamentos e órgãos para transplantes, e o atendimento a situações de emergência. A Polícia Civil ficará responsável pela guarda e conservação da aeronave, atuando como fiel depositária. Além do helicóptero, a Justiça também autorizou o uso provisório de três veículos apreendidos na mesma operação, que serão destinados a atividades de inteligência policial. Essa medida visa dar um destino útil a bens de alto valor apreendidos, evitando sua deterioração enquanto o processo judicial tramita, conforme previsto no Código de Processo Penal.
## Operação Falsa Las Vegas
A aeronave foi apreendida no âmbito da Operação Falsa Las Vegas, deflagrada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e pelo MPSP. A operação investiga um grupo suspeito de explorar plataformas ilegais de apostas e de lavar dinheiro por meio de empresas de fachada. Durante as investigações, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5,2 bilhões em bens e ativos financeiros e o sequestro de 76 imóveis. Na ação, foram apreendidos cerca de R$ 500 mil em espécie, além de documentos financeiros e equipamentos. A organização criminosa atuava em duas frentes: exploração e divulgação de jogos de azar, e ocultação dos recursos obtidos, utilizando empresas de fachada e contas bancárias de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.