Governadora do DF lamenta morte de bebê e pede fim de contrato

Governadora do DF, Celina Leão, determina o fim do contrato com empresa de transporte sanitário após morte de bebê de 5 meses, Maria Vitória, que foi extubada acidentalmente.

Governadora do DF lamenta morte de bebê e pede fim de contrato

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), manifestou pesar e determinou o rompimento do contrato com a empresa terceirizada responsável pelo transporte sanitário da bebê Maria Vitória de Sousa Machado, de 5 meses. A criança morreu após ser acidentalmente extubada durante uma transferência entre dois hospitais da rede pública do DF.

## Falha na Prestação de Serviço

Durante um evento em Ceilândia, Celina Leão declarou que a empresa "não continuará" prestando serviços para o governo local. "Eu determinei ao secretário [de Saúde] porque isso é muito grave. A gente precisa separar os procedimentos. O que é imprudência, imperícia e aquilo que é negligência", afirmou a governadora. Ela ressaltou a importância de diferenciar mortes que ocorrem apesar dos esforços médicos das falhas na prestação de serviços. "Mas no caso dessa criança, houve um erro. Então a gente não quer trabalhar realmente com essas empresas", acrescentou.

Maria Vitória estava sendo transportada do Hospital Regional de Planaltina (HRP) para o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) quando foi desligada do respirador mecânico. A bebê faleceu na segunda-feira (6/7), mesmo dia em que deu entrada na unidade especializada em estado grave, com suspeita de bronquiolite. Celina Leão explicou que o encerramento imediato do contrato não é possível devido a trâmites de licitação pública, mas que o secretário de Saúde está tomando as providências necessárias, incluindo a abertura de um novo processo emergencial.

## Apuração do Caso

O secretário de Saúde do DF, Juracy Cavalcante, já havia sinalizado na quinta-feira (16/7) que o contrato seria rescindido caso a extubação acidental fosse confirmada como ocorrida durante o transporte. Ele mencionou que ainda está em apuração se o incidente ocorreu na transferência entre leitos, durante o trajeto da ambulância ou na retirada da paciente do veículo ao chegar ao Hospital da Criança. "Nós não podemos concluir ainda essa informação porque está em apuração", disse.

Segundo a família, Maria Vitória deu entrada no Hospital Regional de Planaltina em estado grave, com parada cardiorrespiratória, e precisou ser reanimada e intubada. Após conseguir uma vaga no Hospital da Criança de Brasília, a bebê foi transferida de ambulância. A família relata que ela chegou viva à unidade, mas faleceu após a extubação acidental enquanto a mãe realizava o cadastro. "A mãe da criança falou para mim que Maria Vitória estava na ambulância normal, com vida. Quando ela saiu de perto da criança para fazer a ficha no Hospital da Criança, o médico já falou: ‘Vamos levar de volta para Planaltina, porque a bebê morreu’", contou a tia da menina.

O prontuário médico da bebê, obtido pelo Metrópoles, confirma que a morte ocorreu após ser "acidentalmente extubada", o que provocou uma nova parada cardiorrespiratória. Maria Vitória sofria de broncodisplasia pulmonar crônica, uma condição ligada à prematuridade que exigia cuidados respiratórios específicos.