Golpista de R$ 1 milhão é preso no Rio após estelionato em vendas de carros

Golpista suspeito de fraudar mais de R$ 1 milhão em vendas falsas de carros é preso no Rio de Janeiro após operação da PCDF.

Golpista de R$ 1 milhão é preso no Rio após estelionato em vendas de carros

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com o apoio das polícias civis do Rio de Janeiro (PCERJ) e do Espírito Santo (PCEES), efetuou a prisão de Leonardo Araújo de Queiroz, suspeito de estelionato em vendas falsas de veículos. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (8/7) na zona norte fluminense, como parte da Operação Auto Ilusão.

Queiroz é investigado por aplicar golpes que, segundo levantamentos preliminares, já ultrapassam R$ 1 milhão. Uma das vítimas relatou um prejuízo de cerca de R$ 80 mil após pagar por um automóvel que nunca foi entregue. No Distrito Federal, mais de 26 ocorrências policiais registradas neste ano apontam Leonardo como suspeito, a maioria ligada a negociações de carros.

## Investigação e Captura

As investigações tiveram início com um inquérito instaurado pela 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia). Policiais da unidade se deslocaram ao Espírito Santo após monitoramento indicar que o foragido estaria em Guarapari. Durante diligências na semana, com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCEES), novas informações surgiram, indicando que Leonardo havia se mudado para o Rio de Janeiro.

Com o avanço das atividades de inteligência e análise de dados, os policiais do DF localizaram o suspeito no bairro do Méier, na capital fluminense. Diante do risco de fuga, as informações foram imediatamente compartilhadas com a PCERJ, que realizou a operação e cumpriu o mandado de prisão preventiva.

## Histórico de Golpes e Lavagem de Dinheiro

Em 2023, Leonardo Araújo de Queiroz já havia sido alvo de outra operação da PCDF, a Operação El Coche. Na ocasião, ele era investigado em uma organização criminosa especializada em aplicar golpes e lavar dinheiro através da compra de carros de luxo na Cidade do Automóvel, no DF. O esquema envolvia lojas que captavam veículos em consignação, cujos valores das vendas jamais eram repassados aos proprietários.

Com o dinheiro obtido nos golpes, o grupo adquiria carros de luxo, alguns avaliados em até R$ 600 mil. A polícia apreendeu veículos que, somados, chegavam a R$ 1,5 milhão. Os investigadores concluíram que os golpistas eram os verdadeiros donos dos carros caros, mas utilizavam documentos de terceiros para dificultar o rastreamento e evitar credores.

As lojas Grand Car e 2M Motors eram utilizadas para atrair as vítimas. Michel de Carvalho Santos e Matheus Dias Serrão foram apontados como líderes do esquema. Outros integrantes mencionados nas investigações incluem Plínio Araújo Pereira (gerente) e Jonatham Lucas Araújo Lima (vendedor), além de Leonardo Araújo de Queiroz. Os envolvidos eram investigados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, estelionato, porte ilegal de arma de fogo, violência doméstica, receptação e desacato.