Golpe do Falso Processo Prejudica Mãe e Filho em Califórnia

Golpistas se passam por funcionários do STF, aplicam fraude em mãe e filho via vídeo e roubam mais de R$ 8 mil em Califórnia-SP.

Golpe do Falso Processo Prejudica Mãe e Filho em Califórnia

Uma mãe e seu filho foram vítimas de um golpe aplicado por telefone na cidade de Califórnia, no interior de São Paulo, na última terça-feira (7). Os criminosos se passaram por representantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e simularam uma audiência em vídeo para enganar as vítimas, resultando em um prejuízo de R$ 8.403,97.

O golpe teve início quando a mulher recebeu uma ligação de um indivíduo que se identificou como diretor financeiro e jurídico do STF. O estelionatário informou que ela teria direito a receber uma quantia de R$ 67 mil, mas condicionou a liberação do valor a uma suposta audiência por vídeo. Devido a uma recente cirurgia oftalmológica, a vítima pediu ajuda ao filho para acompanhar a chamada.

Durante a videochamada, os golpistas encenaram uma falsa audiência, com a participação de atores que se apresentavam como um juiz e um advogado. Convencido pela encenação, o filho foi persuadido a realizar quatro transferências bancárias via Pix. Os criminosos alegaram que as transações serviriam apenas para validar a conta bancária da vítima e garantir a liberação do dinheiro da suposta causa, afirmando que os valores não seriam de fato descontados.

As transferências realizadas foram três com saldo em conta e uma utilizando o limite do cartão de crédito. Somente após a realização dos pagamentos e a percepção de que se tratava de uma fraude, mãe e filho procuraram a Polícia Militar para registrar o boletim de ocorrência, que foi feito na manhã de quarta-feira (8). Eles receberam orientações sobre os próximos passos legais.

Este tipo de golpe, conhecido como "golpe do falso processo" ou "golpe do falso intermediário", explora a confiança das vítimas em instituições judiciais e a urgência em receber valores prometidos. As autoridades alertam para que a população desconfie de contatos telefônicos ou virtuais que exijam pagamentos antecipados para liberação de valores ou resolução de supostos problemas judiciais. A recomendação é sempre buscar informações diretamente nos canais oficiais das instituições e nunca compartilhar dados bancários ou realizar transferências sob pressão.