Farmacêutico é condenado por venda ilegal de remédios controlados

Mulher desenvolve dependência química após comprar remédios controlados sem receita em farmácia de Patos de Minas (MG). Farmacêutico é processado.

Farmacêutico é condenado por venda ilegal de remédios controlados

Uma mulher de Patos de Minas, no Alto Paranaíba (MG), desenvolveu dependência química após comprar medicamentos controlados sem receita médica em uma farmácia local. A situação começou quando a cliente procurou a Drogaria Alvorada para perder peso, após ter engordado cerca de 50 quilos durante a gravidez.

De acordo com o processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o proprietário da drogaria, Alair Raimundo dos Santos, teria orientado a mulher a tomar quatro comprimidos diários de Inibex-S, um medicamento de venda controlada, sem a devida prescrição médica. O processo aponta que o farmacêutico não alertou sobre os riscos e efeitos colaterais do medicamento, nem recomendou a consulta a um médico.

Após iniciar o uso do Inibex-S, a paciente passou a apresentar quadros de insônia, mal-estar, prostração e depressão. Ao retornar à farmácia para relatar os sintomas, ela recebeu indicação de outros dois medicamentos de venda especial, Lorax e Diazepam, também sem prescrição médica.

A legislação brasileira proíbe expressamente a venda de medicamentos de controle especial sem receita médica. O uso desses fármacos sem supervisão profissional pode levar à dependência química, além de causar efeitos graves e colocar a saúde do paciente em risco. O caso evidencia a importância da fiscalização e do cumprimento das normas sanitárias para a proteção da população contra o uso indevido de medicamentos controlados.