Falso médico: Justiça mantém prisão de empresário em SP
Empresário que atuava como falso médico e errou diagnóstico em paciente tem prisão mantida pelo TJ-SP. Ele usava CRM de sócio falecido.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a prisão preventiva do empresário Wellington Augusto Mazini Silva, detido desde fevereiro deste ano. Ele é acusado de exercer ilegalmente a medicina e de ter cometido um erro de diagnóstico em uma paciente na cidade de Cananéia, no litoral sul paulista.
## Fraude com CRM alheio
As investigações apontam que Mazini utilizou o registro profissional (CRM) de Enrico Di Vaio, seu sócio em uma clínica na capital paulista, para realizar atendimentos médicos em um hospital de Cananéia. Em seu depoimento, o empresário afirmou que agiu sob as ordens de Di Vaio e que receberia uma remuneração de R$ 1,5 mil pelo serviço. Enrico Di Vaio faleceu no final de fevereiro.
## Erro grave de diagnóstico
A fraude veio à tona após o próprio Mazini relatar ter visto a vesícula de uma paciente que, segundo os registros, não possuía o órgão. Esse equívoco médico, apontado nas investigações, foi um dos fatores determinantes para a prisão em flagrante e a subsequente conversão para prisão preventiva pela Justiça.
## Defesa alega primariedade
A defesa de Wellington Mazini havia entrado com um pedido de habeas corpus, solicitando a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares. Os advogados argumentaram que o empresário é réu primário, sem antecedentes criminais, e que sua prisão estaria sendo considerada indevida. No entanto, o TJ-SP negou o pedido, mantendo o empresário detido.