Execução de bicheiro: todos acusados de envolvimento são condenados no Rio
Justiça do Rio conclui condenações de todos os envolvidos diretos na execução do bicheiro Fernando Iggnácio. Rogério Andrade, apontado como mandante, aguarda julgamento em processo separado.

A Justiça do Rio concluiu os julgamentos relacionados à execução do bicheiro Fernando Iggnácio, ocorrida em 2020. Com as recentes condenações de Pedro Emanuel D'onofre Cordeiro e Otto Samuel D'onofre Cordeiro a mais de 31 anos de prisão cada, todos os envolvidos diretamente no crime já foram sentenciados.
Em abril, o ex-policial militar Rodrigo Silva das Neves recebeu uma pena de 32 anos, 9 meses e 18 dias pelo mesmo delito. A investigação apontou que a vítima saiu de helicóptero de Angra dos Reis em 10 de novembro de 2020, com destino ao Recreio dos Bandeirantes, onde foi assassinada em um heliponto.
## Julgamento de Suspeitos de Mandantes
Paralelamente, o bicheiro Rogério Andrade, apontado como rival de Fernando Iggnácio e preso em outubro de 2024, responde em um processo separado. Ele é acusado de ser o mandante do crime e de ter dado ordens diretas para a execução através de um aplicativo de mensagens criptografadas, referindo-se à vítima como "Cabeludo". Sua prisão ocorreu após o Ministério Público reunir mais evidências de seu envolvimento.
No mesmo processo de Rogério Andrade, figura o policial militar Gilmar Eneas Lisboa, que teria sido responsável por monitorar os passos de Fernando Iggnácio. As alegações finais de Rogério e Gilmar já foram apresentadas, e o caso agora aguarda a decisão do juiz para determinar se ambos serão submetidos a júri popular.
## Outros Acusados e Desdobramentos
Márcio Araújo de Souza, suspeito de ser o contratante dos executores e de ter realizado a vigilância da vítima em Angra dos Reis, também está sob julgamento. Ele compartilhava o processo inicial com Rodrigo Silva das Neves, Pedro D'onofre Cordeiro, Otto D'onofre Cordeiro e Ygor Rodrigues Santos da Cruz, o "Farofa". Ygor, supostamente um matador de aluguel, foi encontrado morto em novembro de 2022.
O processo de Márcio Araújo foi desmembrado devido a atrasos na manifestação de sua defesa. Ele foi pronunciado pela juíza Alessandra Roidis em outubro de 2025, com a determinação de ir a júri popular. Sua defesa recorreu da decisão, e ainda não há data definida para o julgamento.
Rogério Andrade foi transferido em novembro para o Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Apesar dos pedidos de liberdade de sua defesa, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido, e ele permanece preso, acompanhando audiências por videoconferência.