Ex-secretário do Maranhão se entrega à PF e cumpre prisão domiciliar

Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, cumpriu prisão domiciliar após se apresentar à PF em São Luís. Mandado do STF também autorizou busca e apreensão em seus endereços.

Ex-secretário do Maranhão se entrega à PF e cumpre prisão domiciliar

O ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão e ex-deputado estadual Raimundo Cutrim apresentou-se à Polícia Federal em São Luís na tarde deste sábado (18) para cumprir um mandado de prisão domiciliar expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem judicial, que corre em segredo de Justiça, determinou que Cutrim permaneça em sua residência, de onde deverá seguir as restrições impostas pela Justiça.

## Investigação em Andamento

O STF não detalhou o teor da investigação nem as justificativas para a medida cautelar. No entanto, apurou-se que a ordem de prisão domiciliar está relacionada a investigações conduzidas pela Suprema Corte. Cutrim chegou à sede da PF por volta das 18h, onde passou pelos trâmites legais, incluindo a instalação de uma tornozeleira eletrônica para monitoramento. Após esses procedimentos, ele foi liberado para se dirigir à sua residência.

## Busca e Apreensão Autorizada

A decisão do STF, assinada pelo ministro relator Flávio Dino, também autorizou um mandado de busca e apreensão em endereços vinculados a Raimundo Cutrim na capital maranhense. As equipes policiais foram liberadas para recolher materiais como aparelhos celulares, computadores, mídias de armazenamento digital e documentos. Além disso, foi permitida a apreensão de valores em moeda nacional ou estrangeira em espécie que ultrapassem R$ 10 mil, bem como obras de arte, joias ou outros bens de alto valor de mercado que possam estar correlacionados ao contexto da investigação. A ordem de busca tem validade de 15 dias a partir da assinatura. A decisão judicial estabeleceu limites claros para a abordagem policial, vedando a presença da imprensa nos locais, determinando o uso estrito e justificado da força e garantindo os direitos fundamentais do investigado durante a coleta de materiais, que serão submetidos à perícia oficial.