Ex-companheiro corta energia e deixa mulher sem luz por 5 anos em SC

Mulher e filho autista ficam 5 anos sem energia elétrica em Criciúma (SC) após ex-companheiro cortar a luz como vingança por medida protetiva.

Ex-companheiro corta energia e deixa mulher sem luz por 5 anos em SC

Uma situação de extrema vulnerabilidade e vingança se desenrolou em Criciúma, Santa Catarina, onde uma mulher e seu filho autista passaram cinco anos sem energia elétrica em sua residência. A interrupção no fornecimento de luz foi uma retaliação orquestrada pelo ex-companheiro da vítima, após ela obter uma medida protetiva contra ele.

## A Luta pela Restauração

A falta de energia elétrica não apenas trouxe desconforto, mas também impactou diretamente a rotina e o bem-estar do filho da mulher, que é autista. A ausência de luz em uma residência por um período tão longo é um obstáculo severo, afetando desde a conservação de alimentos até a utilização de equipamentos essenciais para o dia a dia, além de gerar um ambiente propício para a insegurança.

O caso expõe a gravidade de atos de violência doméstica que extrapolam o dano físico ou psicológico imediato, transformando-se em formas de abuso prolongado e cruel. A medida protetiva, destinada a garantir a segurança da mulher, acabou desencadeando uma represália que a deixou em condições precárias por meia década.

## O Impacto da Vingança

A decisão do ex-companheiro de cortar o fornecimento de energia demonstra um alto grau de controle e desejo de punição. Esse tipo de ação, caracterizado como violência patrimonial e psicológica, visa desestabilizar a vítima e impor sofrimento contínuo. A vítima e seu filho viveram sob condições desumanas, sem acesso a conforto básico e possivelmente com dificuldades para manter a higiene e a alimentação adequadas.

A notícia do restabelecimento da energia elétrica traz um alívio imensurável para a família, mas levanta sérias questões sobre a eficácia das medidas de proteção e o alcance da vingança em casos de violência doméstica. A recuperação completa da dignidade e da segurança para a mulher e seu filho demandará tempo e apoio contínuo, indo além da simples reconexão da eletricidade.