Estudantes do Colégio Cruzeiro são investigados por lista sexista com alunas
Adolescentes do Colégio Cruzeiro, no Rio, são investigados pela Polícia Civil por criarem e compartilharem lista sexista com alunas. Caso é apurado como cyberbullying e injúria.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação contra estudantes do Colégio Cruzeiro, localizado em Jacarépaguá, na Zona Oeste da cidade. Os adolescentes são suspeitos de criar e disseminar uma lista online que classificava alunas da instituição em diversas categorias, muitas delas de cunho pejorativo e sexualizado.
O caso, que veio à tona após acesso a imagens da lista, está sendo apurado como atos infracionais análogos aos crimes de injúria, difamação e submissão de criança ou adolescente a vexame ou constrangimento, além de cyberbullying. As categorias listadas em imagens às quais a reportagem teve acesso incluíam termos como "Goat" (sigla em inglês para "melhor de todos os tempos"), "Comeria no lucro", "Bêbado vai", "Me arrependi depois" e "Nem olharia", indicando um julgamento depreciativo das estudantes.
Por envolverem menores de 18 anos, os estudantes não respondem criminalmente da mesma forma que adultos. No entanto, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que adolescentes podem ser responsabilizados pela prática de atos infracionais, que correspondem a condutas tipificadas como crime ou contravenção na legislação penal. A escola ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
Este incidente levanta preocupações sobre o ambiente escolar e o uso indevido de plataformas digitais por jovens. A prática de cyberbullying e a criação de listas com caráter discriminatório e vexatório podem ter impactos psicológicos significativos nas vítimas, exigindo atenção das autoridades e da comunidade escolar para a prevenção e o combate a tais comportamentos.