Estilista Kelly Kim Sofre 2º Arrombamento em Mês e Planeja Bazar para Salvar Marca
Estilista Kelly Kim, da marca Calma, teve sua loja em SP invadida pela segunda vez em julho. Ela desabafa sobre as dificuldades e anuncia bazar para salvar o negócio.

A estilista Kelly Kim, fundadora da marca de roupas Calma, expressou sua frustração e cansaço após ter uma de suas lojas físicas, localizada na Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, arrombada pela segunda vez no mês de julho. O incidente ocorreu na madrugada de quarta-feira (29), segundo informações repassadas à empreendedora por policiais.
Ao chegar ao local, Kim encontrou a porta arrombada e a loja com a presença de policiais, descrevendo a cena como desoladora e marcada por um sentimento de impotência. "O mais difícil é que não foi a primeira vez. Só neste mês, isso já aconteceu duas vezes", relatou a estilista em suas redes sociais.
Este novo episódio de violência se soma a um período já turbulento para a empreendedora. Kim mencionou que, no ano anterior, a empresa sofreu um golpe financeiro que impactou significativamente suas operações, levando-a a sair da fábrica e reestruturar o negócio. Antes disso, um golpe envolvendo um banco digital também descapitalizou a empresa.
Em seu desabafo, Kelly Kim destacou a dicotomia entre a imagem idealizada do empreendedorismo nas redes sociais e a dura realidade enfrentada por quem está à frente de um negócio. "Ninguém vê o que existe por trás. Hoje, na internet, parece que todo mundo está sempre feliz, viajando, vivendo o melhor momento da vida. Mas a realidade de quem empreende está longe disso. É luta diária, insegurança, medo, desgaste. E eu estou muito cansada", confessou.
Apesar dos prejuízos e do abalo emocional, Kelly Kim reafirmou seu compromisso com a marca Calma, conhecida por suas peças confortáveis, sem gênero definido e com estampas vibrantes, popularizada por celebridades como Iza, Pitty e Manu Gavassi. Para levantar fundos e garantir a continuidade do negócio, a estilista anunciou a realização de um bazar beneficente no dia 8 de agosto. No evento, serão vendidos itens do acervo da marca, peças de coleções antigas e pertences do escritório.
## Desafios e Esperança no Mercado da Moda
Kelly Kim, filha de costureiros, fundou a Calma em 2018 com o marido. A marca busca oferecer moda inclusiva e confortável, mas o caminho tem sido árduo. Os recentes assaltos representam mais um obstáculo financeiro e psicológico para a estilista.
O bazar surge como uma estratégia de sobrevivência criativa, onde a estilista pretende vender "tudo o que tem" para manter a marca ativa. A iniciativa reflete a resiliência de muitos pequenos e médios empreendedores que enfrentam altos custos operacionais, insegurança e a necessidade constante de reinvenção em um mercado competitivo.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi contatada pelo G1 para obter detalhes sobre a ocorrência e possíveis prisões, mas não houve retorno até o fechamento da reportagem. A comunidade de moda e clientes da Calma têm demonstrado apoio à estilista nas redes sociais, expressando solidariedade e incentivando a participação no bazar.