Empresa alvo da Operação Gutenberg firmou contrato com Santa Casa
Empresa investigada pela Operação Gutenberg, Jafar Estética e Saúde Ltda., mantinha contrato com a Santa Casa de Campo Grande para fornecer médicos. PT em Campo Grande tem contas sob análise e motorista erra ao acionar Justiça Eleitoral para multas de trânsito.

A Jafar Estética e Saúde Ltda., empresa que teve suas atividades investigadas pela Operação Gutenberg, mantinha um contrato com a Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços médicos. O acordo visava fornecer profissionais para atuar no Prontomed, uma unidade da instituição voltada para o atendimento de pacientes particulares e de planos de saúde.
## Detalhes do Contrato
O contrato foi firmado em junho de 2025 pela médica Olívia Paroschi Jafar, sócia-administradora da Jafar Estética e Saúde Ltda. Com duração prevista de 12 meses, o acordo estipulava um pagamento de R$ 125 por hora trabalhada em plantões de urgência e emergência. No entanto, o documento não especificava um valor global, limite de despesas ou a quantidade mínima ou máxima de plantões a serem realizados, o que impossibilita o cálculo exato do montante pago à empresa.
## Posição da Santa Casa
Em nota oficial, a Santa Casa de Campo Grande informou que os plantões realizados pela empresa eram eventuais e ocorriam na linha privada de atendimento da instituição. O hospital declarou que a empresa não presta mais o serviço há três meses e que os pagamentos foram efetuados somente quando os plantões foram de fato realizados. A instituição também afirmou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) não manteve contato para solicitar esclarecimentos sobre o caso.
## Outros Assuntos em Campo Grande
Paralelamente a esta notícia, a prestação de contas do diretório municipal do PT em Campo Grande referente a 2025 está sob análise da Justiça Eleitoral. O partido tem um prazo de 30 dias para explicar pagamentos via Pix em pequenos valores a uma empresa de marketing, comprovar a origem de R$ 16,5 mil registrados como recuperação de depósitos judiciais e justificar R$ 10 mil pagos por serviços contábeis do ano anterior. O diretório municipal do PT declarou que apresentará toda a documentação e os esclarecimentos solicitados dentro do prazo.
Em outro contexto, um motorista em Dourados tentou, sem sucesso, anular multas de trânsito e recuperar valores pagos, mas direcionou a ação à Justiça Eleitoral, órgão incompetente para julgar tais questões. A juíza declarou a incompetência do órgão e encerrou o processo, exigindo que a ação seja apresentada no foro correto.