Drones lançavam R$ 700 mil em itens proibidos para presídio no AP

Operação no Amapá desarticula esquema de envio de drogas, celulares e relógios para presídio via drones. Dois homens foram presos e R$ 700 mil em itens apreendidos.

Drones lançavam R$ 700 mil em itens proibidos para presídio no AP

## Esquema de Envio para Presídio Interrompido

Uma operação da Delegacia de Repressão a Narcóticos (DENARC) no Amapá resultou na desarticulação de um esquema complexo que utilizava drones para introduzir materiais proibidos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN). A ação, ocorrida nesta quinta-feira (16), levou à prisão de dois homens e à apreensão de itens avaliados em aproximadamente R$ 700 mil.

As investigações começaram após uma movimentação suspeita ser notada por equipes da DENARC. A primeira abordagem ocorreu na rua, com a parada de um motorista de aplicativo que transportava malas contendo eletrônicos e substâncias ilícitas, já embaladas para entrega. Essa apreensão inicial foi crucial para que os agentes lograssem êxito em identificar um segundo endereço, onde outro indivíduo envolvido no esquema foi localizado.

## Drones e Materiais Apreendidos

No segundo endereço, as autoridades encontraram os equipamentos responsáveis por viabilizar o envio dos materiais para dentro do IAPEN. Drones de grande porte foram apreendidos, evidenciando que eram usados para lançar pacotes por cima dos muros da unidade prisional. Além dos drones, foram recolhidos materiais utilizados na preparação das cargas ilícitas.

O Delegado Leonardo Alves, que coordenou a operação, estimou o impacto financeiro direto ao crime organizado em quase R$ 700 mil. Este valor considera o alto custo comercial de celulares e relógios inteligentes que seriam introduzidos clandestinamente no comércio paralelo dentro do sistema prisional. As investigações indicam que o esquema era orquestrado por um detento que, de dentro da própria unidade, organizava os pedidos e o recebimento dos itens.

A apuração do caso continua em andamento, com a suspeita de que mais pessoas possam estar conectadas a essa prática criminosa. A DENARC tem intensificado suas ações para coibir a entrada de materiais irregulares em unidades prisionais do estado, visando desarticular o poder financeiro e logístico de facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios.