Dívidas motivam assassinatos no ES, RJ e SC; SP tem caso de cachorro morto
Dívidas financeiras levaram a assassinatos no ES, RJ e SC. No ES, comerciante é morto por R$ 600. No RJ, PM reformado é vítima. Em SC, inquilinos matam idoso. SP registra morte de jornalista e cachorro.
Uma série de crimes motivados por dívidas ou desentendimentos financeiros chocou o país, com casos registrados no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No Espírito Santo, o comerciante Jonathan Carvalho dos Santos, de 35 anos, foi assassinado em Viana, na Grande Vitória, na madrugada de 14 de junho, supostamente por uma dívida de R$ 600 referente à negociação de um alto-falante. Segundo a Polícia Civil, Renan de Jesus Vicente é apontado como o autor dos disparos, enquanto Sheyla Vitória de Oliveira foi indiciada por instigar o crime e fornecer a arma. Renan foi preso dias depois no Rio de Janeiro e confessou o crime em conversas interceptadas pelo celular. A arma utilizada, uma pistola calibre .380 com numeração raspada, foi apreendida na casa de Sheyla.
No Rio de Janeiro, um homem foi preso em flagrante em Sepetiba, na zona oeste da capital, pela morte de um policial militar reformado. A polícia informou que o crime também teria sido motivado por uma dívida. Detalhes sobre o valor da dívida ou a relação entre os envolvidos não foram divulgados.
Em Santa Catarina, o corpo de Valdir Bazanela, de 75 anos, foi encontrado enterrado em Pinhalzinho. A polícia aponta que ele foi morto cinco dias antes por seus inquilinos, com o desentendimento financeiro sendo a causa do homicídio.
Um caso peculiar em São Paulo, divulgado pela cunhada de uma vítima, aponta que o jornalista Delson Carlos e seu cachorro Hércules foram mortos por uma dentista, também sob a alegação de dívida. A investigação sobre este caso segue em andamento para esclarecer todos os detalhes.
## Detalhes da Investigação no Espírito Santo
O delegado Cleudes Júnior, responsável pela investigação em Viana (ES), detalhou que Renan de Jesus Vicente fugiu para o Rio de Janeiro após o crime e foi preso nove dias depois ao chegar para trabalhar em Cariacica. Durante a prisão, ele tentou dificultar sua localização utilizando o celular em modo avião e sem chip. Perícias no aparelho revelaram conversas onde o suspeito confessava o crime e debochava da situação, além de indicar que já procurava a vítima dias antes para cobrar o alto-falante. Mensagens também sugeriram que Sheyla Vitória de Oliveira teria dado a arma para Renan e que ela esteve com ele após o crime. A pistola calibre .380 apreendida na casa de Sheyla corresponde ao calibre das cápsulas encontradas na cena do homicídio. As câmeras de segurança do local registraram o momento em que Renan retira o alto-falante do carro de som da vítima, inicia uma discussão e, em seguida, efetua os disparos, mesmo com Jonathan já caído. A esposa da vítima tentou intervir, mas foi ameaçada.
## Casos Similares e Conclusões Policiais
Os casos em Sepetiba (RJ) e Pinhalzinho (SC) reforçam um padrão de violência decorrente de conflitos financeiros. No Rio, a prisão em flagrante do suspeito pela morte do PM reformado indica uma ação rápida da polícia. Em Santa Catarina, a descoberta do corpo enterrado sugere uma tentativa de ocultação do crime. A investigação em São Paulo sobre a morte do jornalista e seu animal de estimação busca esclarecer a participação da dentista e as circunstâncias exatas da dívida. Em todos os casos, as polícias civis estaduais atuaram para identificar e prender os responsáveis, buscando dar respostas às famílias das vítimas e à sociedade.