Cúpula do Instituto Rio Metrópole é exonerada após prisões por corrupção

Governador em exercício do RJ exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após prisões em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro em contrato de R$ 86 milhões.

Cúpula do Instituto Rio Metrópole é exonerada após prisões por corrupção

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM). A decisão ocorre onze dias após a Operação Ouroboros, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que identificou um suposto esquema de corrupção na autarquia estadual.

## Exonerações e Investigação

As exonerações atingem o então presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do instituto, Amanda Íthala Santos da Paschoa. Todos eles estão entre os 11 investigados pela promotoria e foram presos.

O MPRJ denunciou os envolvidos pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, relacionados a um contrato de R$ 86 milhões. As investigações apontam que empresas contratadas pelo IRM teriam firmado subcontratos fictícios para desviar recursos públicos. Uma parte do montante, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, apelidada de “Mulher da Mala”, que também foi presa e é ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, uma das subcontratadas.

## Detalhes do Esquema

De acordo com as apurações, o esquema envolvia licitações fraudulentas e direcionadas, a partir de 2022. Nesse contexto, o IRM contratou as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia e Consultoria. O Ministério Público busca desarticular uma rede que utilizava contratos públicos para fins ilícitos, afetando diretamente a gestão de recursos metropolitanos.

O caso levanta questionamentos sobre os mecanismos de controle e fiscalização em autarquias estaduais, especialmente em contratos de grande vulto. A atuação do MPRJ visa coibir práticas criminosas e garantir a integridade na aplicação de verbas públicas no Rio de Janeiro.