Crime Organizado Usa Criptomoedas Bilionárias e Explora Brechas

Relatório do Gafi revela que crime organizado movimenta bilhões em criptomoedas, explorando brechas regulatórias e usando stablecoins para dificultar ações de autoridades.

Crime Organizado Usa Criptomoedas Bilionárias e Explora Brechas

Criminosos estão explorando brechas na regulamentação de criptomoedas para movimentar bilhões de dólares em recursos ilícitos, de acordo com um relatório divulgado pelo Grupo de Ação Financeira (Gafi). O organismo intergovernamental, com sede em Paris e focado no combate à lavagem de dinheiro, alertou que os crimes envolvendo ativos virtuais se tornaram mais complexos e interconectados no último ano.

## Desafios na Regulamentação

O documento do Gafi destaca que reguladores, instituições financeiras e empresas do setor de criptomoedas enfrentam desafios significativos e contínuos para identificar e interromper fluxos de lavagem de dinheiro. Esses fluxos estão ligados a golpes financeiros e esquemas de fraude em investimentos, que se tornaram mais sofisticados. Apesar de avanços na adoção das recomendações do grupo, com 51 de 149 jurisdições avaliadas em ampla conformidade em abril de 2026 (um aumento em relação aos 29% do ano anterior), ainda persistem "lacunas significativas" na implementação de medidas eficazes.

## Crescimento do Uso de Stablecoins Criminosas

Uma preocupação crescente apontada pelo relatório é o aumento do uso de stablecoins por organizações criminosas. Essas criptomoedas, atreladas a ativos de referência como o dólar, têm sido desenvolvidas por algumas redes criminosas com mecanismos projetados para resistir ao congelamento de ativos e à apreensão por autoridades. Essa estratégia dificulta ainda mais o rastreamento e a recuperação de fundos ilícitos, elevando o nível de complexidade e interconexão dos crimes financeiros digitais.