Criança sofre ferimentos em local de morte por 'rope jump'

Menino de 9 anos se machuca em 'rope jump' na ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). O local já havia sido palco da morte de uma jovem arremessada sem cordas.

Criança sofre ferimentos em local de morte por 'rope jump'

Um menino de nove anos sofreu ferimentos leves ao praticar "rope jump" na ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. O incidente ocorreu aproximadamente três meses antes da trágica morte de uma estudante de 21 anos no mesmo local, que foi arremessada sem o equipamento de segurança.

As imagens divulgadas mostram o garoto caindo em um gramado sob a estrutura, com o impacto sendo amortecido pela corda que o sustentava durante o movimento pendular. Segundo informações, o menino sofreu apenas arranhões nos joelhos.

## Equipamentos e Equipe sob Investigação

Os equipamentos utilizados pelo garoto pertenciam à empresa Entre Cordas, a mesma equipe responsável pelo salto que culminou na morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, em 13 de maio. Na ocasião, a jovem foi arremessada da ponte sem estar presa a nenhuma corda.

A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito sobre a morte da estudante, indiciando três homens sob suspeita de homicídio qualificado com dolo eventual. A delegada Andréa Dantas Levy, responsável pela investigação, destacou em seu relatório que a ausência do equipamento de segurança foi um fator determinante que impossibilitou qualquer autoproteção por parte da vítima, afastando a ideia de mero acidente.

## Defesas Contestam Indiciamento

Os advogados dos indiciados contestam a qualificação do crime. Rafael Gomes dos Santos, que defende Maicon e Luis, lamentou o indiciamento por homicídio qualificado com dolo eventual, argumentando que o caso deve ser tratado como homicídio culposo (sem intenção) e simples, classificando o ocorrido como uma "tragédia sem explicação". A defesa de Vitor também manifestou discordância quanto à imputação de homicídio com dolo eventual.

O inquérito policial foi finalizado em 22 de junho e agora será analisado pelo Ministério Público, que decidirá se oferecerá denúncia criminal à Justiça. O caso levanta sérias questões sobre a segurança em práticas de esportes radicais e a responsabilidade das equipes que as organizam, especialmente após um evento fatal no mesmo local.