Criança morre no DF após espera por UTI e ambulância após picada de escorpião
Menina de 11 anos morre no DF após esperar 8 horas por UTI e ambulância após picada de escorpião. Família alega negligência. Outro caso de picada de escorpião ocorre em escola.

Uma menina de 11 anos, identificada como Valentina Nobre Lima, morreu no Distrito Federal após ser picada por um escorpião. A família da criança alega negligência no atendimento médico, afirmando que houve uma espera de oito horas por um leito de UTI e uma ambulância adequada para sua transferência. Valentina foi picada em 11 de junho e, segundo a família, o quadro de saúde se agravou devido aos atrasos no atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da rede pública de saúde.
A menina ficou intubada e em coma induzido, mas não resistiu e faleceu no último domingo (5). Os pais de Valentina acreditam que a demora nos procedimentos médicos foi crucial para o desfecho trágico. Em resposta, a Secretaria de Saúde e o Corpo de Bombeiros do DF informaram que a criança recebeu atendimento imediato. A Secretaria de Saúde declarou que a disponibilização de vagas de UTI segue critérios técnicos de regulação, priorizando a gravidade de cada paciente, e que, enquanto aguardava, a menina permaneceu sob acompanhamento.
Já os bombeiros explicaram que a disponibilidade de viaturas de emergência é dinâmica e depende da demanda operacional do momento, podendo ocorrer de todos os recursos estarem em uso simultaneamente. Apesar disso, a busca por alternativas para o atendimento é contínua.
Em um incidente separado, mas também relacionado a picada de escorpião no DF, uma criança foi levada ao hospital após ser picada dentro do Centro Educacional 4 (CED 4) do Guará. O acidente ocorreu na manhã de quarta-feira (1º/7). O aluno, cuja identidade não foi revelada, sentiu um incômodo na perna enquanto estava no pátio e descobriu um escorpião em sua calça. A escola providenciou o transporte do menino até o Hospital Regional do Guará (HRGu). O estado de saúde da criança não foi divulgado. Uma vistoria da Vigilância Sanitária no local da escola apontou problemas como mato alto, lixo acumulado e calhas entupidas, indicando possíveis focos de pragas.