Condenados por Tentativas de Feminicídio: Casos com Penas de até 28 Anos
Homens são condenados a penas de até 28 anos por tentativas de feminicídio e homicídio contra companheiras em MT, CE e MA. Casos envolvem violência brutal, ciúmes e premeditação.

Três homens foram condenados em diferentes estados brasileiros por crimes de violência contra suas companheiras, totalizando penas que variam de 22 a 28 anos de prisão. Os casos, que envolvem tentativas de feminicídio e um homicídio qualificado, evidenciam a gravidade da violência doméstica e familiar no país.
Em Mato Grosso, Juvercino Leandro de Oliveira foi sentenciado a 22 anos e 11 meses de reclusão em regime fechado. Ele tentou matar a companheira com 13 facadas, utilizando um canivete em um contexto de ciúmes e discussões após ingerirem bebidas alcoólicas. O crime ocorreu em janeiro do ano passado, em Pontes e Lacerda. A vítima sobreviveu graças ao socorro rápido de sua irmã e do Corpo de Bombeiros. A juíza Djéssica Giseli Küntzer também determinou o pagamento de R$ 10 mil de indenização por danos morais à vítima. Este foi o primeiro julgamento na comarca após a entrada em vigor do Pacote Antifeminicídio.
No Ceará, Cícero Duarte recebeu a pena mais elevada: 28 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato de Cícera Gonçalves Silva, em 2022, no distrito de Amaro, zona rural de Assaré. A vítima foi morta com 18 facadas, na frente da filha menor de idade. Segundo o condenado, o motivo foi ciúmes excessivos, pois ele teria descoberto um relacionamento extraconjugal da vítima. Além do homicídio qualificado, Cícero foi condenado por receptação, pois usou uma motocicleta roubada na fuga. O juiz Luis Sávio de Azevedo Bringel fixou uma indenização de R$ 50 mil em favor dos filhos e do viúvo da vítima. O crime foi premeditado, com o agressor esperando a vítima e atacando-a sem discussão inicial.
Já no Maranhão, Francisco Lopes de Almeida foi condenado a 22 anos e seis meses de prisão por tentar matar a companheira com um tiro de espingarda em Chapadinha. O crime ocorreu em 12 de fevereiro, no povoado Escorredor. Segundo a denúncia, o homem, após ingerir bebida alcoólica, atirou no rosto da companheira enquanto ela estava deitada na cama com o filho de 4 anos. Mesmo ferida, a vítima tentou fugir, mas foi impedida pelo agressor, que a coagiu a dizer que havia tentado suicídio. Uma testemunha acionou o socorro, e Francisco a levou à UPA, mas tentou desviar a responsabilidade. O relacionamento do casal já apresentava histórico de agressões.
Os três casos demonstram a persistência da violência contra a mulher e a resposta do sistema judiciário com sentenças rigorosas, buscando coibir tais atos e oferecer alguma reparação às vítimas e seus familiares.