Condenados por morte de menino esquecido em van escolar em SP
Motorista e monitora de van escolar são condenados por morte de menino de 2 anos esquecido no veículo em SP. Pena inclui serviços comunitários e proibição de atuar na área.

Motorista e monitora de uma van escolar foram condenados pela Justiça de São Paulo pela morte de um menino de 2 anos, Apollo Gabriel Rodrigues, esquecido dentro do veículo em novembro de 2023. A tragédia ocorreu após o garoto permanecer cerca de sete horas preso à cadeirinha em um micro-ônibus, sob temperaturas que ultrapassaram os 37°C na capital paulista.
## Condenação e Pena
O juiz Luís Eduardo Scarabelli, da 1ª Vara Criminal do Foro Regional do Tatuapé, condenou Flávio Robson Benes e Luciana Coelho Graft por homicídio culposo qualificado, caracterizado pela negligência profissional. A pena estabelecida foi de 1 ano, 8 meses e 20 dias de detenção em regime inicial aberto. No entanto, a Justiça substituiu a prisão por duas restrições de direitos: a prestação de serviços à comunidade pelo período da condenação e a proibição de exercerem a atividade de transporte escolar de crianças e adolescentes por um período de dois anos. Além disso, ambos deverão pagar uma indenização de R$ 30 mil à mãe da vítima. Os réus têm o direito de recorrer em liberdade.
## O Caso
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Apollo embarcou na van por volta das 7h30 da manhã do dia 14 de novembro de 2023, para ir ao CEI Caminhar é Preciso I, localizado no Parque Novo Mundo. Ao chegarem à creche, as outras crianças desembarcaram, mas Apollo permaneceu na cadeirinha, sem que o motorista ou a monitora percebessem sua permanência no veículo. Após deixarem a creche, o micro-ônibus foi estacionado em um local particular sem que uma inspeção interna fosse realizada. A criança permaneceu sozinha no veículo entre aproximadamente 8h30 e 15h20, horário em que os profissionais retornaram para o turno da tarde. Ao chegarem a outra unidade escolar, encontraram o menino desacordado. Ele foi levado ao Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde a morte foi confirmada. Laudos periciais indicaram que a causa da morte foi desidratação severa devido à exposição prolongada ao calor extremo dentro do veículo fechado. Naquele dia, a temperatura máxima em São Paulo atingiu 37,7°C.