Condenações: Pai agressor, assassino de irmãos e ex-prefeito por racismo
Homem é preso no AC por ameaçar mãe idosa; outro é condenado na BA por duplo homicídio; ex-prefeito do MA pega 6 anos por racismo religioso.

Uma série de decisões judiciais recentes em diferentes partes do Brasil trouxeram à tona casos de violência e preconceito. Em Cruzeiro do Sul, no Acre, Francisco Marcos do Nascimento Vale Souza, de 40 anos, foi preso novamente por ameaçar de morte sua mãe, uma idosa de 74 anos. O homem, que já usa tornozeleira eletrônica por ameaças anteriores à própria mãe e é usuário de drogas, exigia dinheiro da idosa. Testemunhas relataram que as ameaças se intensificavam quando a mãe se recusava a ceder às suas exigências. A Polícia Militar foi acionada e conseguiu deter o suspeito enquanto ele tentava fugir. A vítima, apesar das dificuldades de fala devido à idade e saúde, confirmou as intimidações que a impedem de dormir. Francisco Marcos foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul.
Em outro caso, na Bahia, Vasni da Rocha Lopes foi condenado a 14 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato de dois irmãos, Jacson Santos de Jesus e Geilton Santos de Jesus, durante uma festa em Barrocas. O crime ocorreu em junho de 2018, após um desentendimento prévio entre o réu e as vítimas. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Vasni foi ao local armado com a intenção de matar, iniciou uma discussão e disparou contra os irmãos. Jacson morreu no local, enquanto Geilton chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Já no Maranhão, o ex-prefeito de Rosário, Calvet Filho, foi condenado a 6 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de racismo religioso e injúria qualificada. A sentença, proferida pela 2ª Vara da Comarca de Rosário, refere-se a ofensas contra o líder quilombola José Ribamar Cantanhede, conhecido como Mestre Zé Ribeiro. A Justiça considerou comprovado que Calvet Filho usou elementos religiosos para humilhar a vítima em uma transmissão ao vivo em janeiro de 2025, alegando que a cidade havia sido 'consagrada a Satanás' por um 'umbandista' e 'macumbeiro'. A decisão também inclui o pagamento de 120 dias-multa e uma indenização mínima de R$ 20 mil. A defesa de Calvet Filho já apresentou recurso de apelação, e ele poderá recorrer em liberdade.