Celulares: Roubos caem, mas furtos avançam e assustam em 10 cidades

Celulares roubados ou furtados somaram 792.284 casos no Brasil em 2025. Furtos superam roubos, com São Luís, Belém e SP liderando o ranking de risco.

Celulares: Roubos caem, mas furtos avançam e assustam em 10 cidades

Apesar de uma redução geral de 7,7% no número de celulares roubados ou furtados no Brasil em 2025, totalizando 792.284 ocorrências, um dado alarmante chama a atenção: os furtos cresceram e agora representam a maioria dos casos, correspondendo a seis de cada dez aparelhos subtraídos. Os roubos, por outro lado, apresentaram uma queda expressiva de 18,6%.

Os dados, extraídos do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelam um cenário complexo. Enquanto o país registrou 62.829 casos a menos em comparação com 2024 (quando foram 855.113 ocorrências), a modalidade de crime tem se alterado significativamente. O aumento de 0,9% nos furtos, totalizando 483.561 casos, contrasta com a diminuição dos roubos, que somaram 308.723.

## Cidades em Alerta Máximo

O levantamento aponta que dez cidades brasileiras registram taxas de subtrações de aparelhos muito acima da média nacional. São Luís (MA), Belém (PA) e São Paulo (SP) lideram o ranking. A taxa nacional é de 371,2 ocorrências para cada 100 mil habitantes. Em São Luís, essa taxa atinge alarmantes 1.517 casos por 100 mil habitantes, mais de quatro vezes o índice brasileiro.

A análise dos especialistas Samira Bueno e Renato Sérgio de Lima, do FBSP, sugere que a mudança na predominância dos furtos está ligada ao menor risco para o criminoso. Como esses crimes ocorrem frequentemente sem contato direto com a vítima, a chance de reação, identificação e prisão diminui. Aparelhos podem desaparecer de bolsas e bolsos sem que o proprietário perceba imediatamente.

## Disparidade Regional e Perspectivas

Apesar da queda geral, a situação não é uniforme em todo o país. Apenas os estados do Rio de Janeiro e da Paraíba apresentaram crescimento no número total de ocorrências, com altas de 22,7% e 21,1%, respectivamente. Essa disparidade demonstra que, enquanto algumas regiões conseguem reduzir os índices, outras enfrentam um aumento no risco de ter o celular levado.

Em comparação com 2019, ano que registrou o pico histórico de subtrações, a queda acumulada chega a 25%. Contudo, a mudança no perfil dos crimes, com o avanço silencioso dos furtos, exige atenção contínua das autoridades e da população para estratégias de prevenção e segurança mais eficazes.