Casal de pastores foragido após Justiça decretar prisão temporária

Casal de pastores evangélicos é foragido após Justiça decretar prisão temporária em Boa Vista por crimes sexuais contra adolescentes. Polícia pede ajuda da população.

Casal de pastores foragido após Justiça decretar prisão temporária

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) confirmou nesta segunda-feira (20) que o casal de pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza, 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, 24 anos, segue foragido após a Justiça decretar a prisão temporária de ambos. A medida judicial faz parte da investigação que apura a prática de crimes sexuais contra adolescentes em Boa Vista.

## Investigação em Andamento

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), foi concluído e já encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para dar prosseguimento ao processo. A delegada responsável pelo caso representou pela prisão temporária dos investigados, um pedido que foi acatado pela Justiça. Desde então, Wenderson e Arielly são considerados foragidos.

A PCRR solicita o auxílio da população para localizar o casal. Informações podem ser fornecidas de maneira sigilosa através do Disque Denúncia da Polícia Civil ou diretamente em qualquer unidade policial.

## Acusações e Provas

O casal é investigado por crimes como estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual, entre outros delitos. A investigação teve início em abril deste ano, após uma denúncia de familiares de uma adolescente de 14 anos. Durante o processo investigativo, a Polícia Civil coletou provas técnicas, ouviu testemunhas e vítimas, identificando um total de 11 adolescentes que relataram experiências semelhantes. Outras cinco pessoas apresentaram indícios de terem sido vítimas, mas preferiram não depor.

Segundo as apurações, Wenderson teria se aproveitado de sua posição de liderança religiosa para ganhar a confiança das vítimas. Arielly, por sua vez, é suspeita de ter auxiliado na aproximação com as adolescentes e colaborado para a consumação dos crimes. Há indícios de que o casal utilizava argumentos religiosos, oferecia dinheiro e outras vantagens para silenciar as vítimas.

## Fraude Processual e Próximos Passos

O inquérito também aponta para uma tentativa de ocultação de provas. Uma terceira pessoa, identificada como R.B.L.S., de 20 anos, foi indiciada por fraude processual e corrupção de menores, sob suspeita de ter participado da destruição de um telefone celular pertencente a Wenderson. O aparelho é considerado de interesse para a investigação policial.

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para as instâncias superiores do sistema de justiça, que determinarão os desdobramentos e, eventualmente, a responsabilidade criminal dos envolvidos. Até o momento, não há uma decisão definitiva sobre o caso.