Casais vão a júri por crimes graves em MG e AM
Homem vai a júri por feminicídio e estupro em MG; casal responde por duplo homicídio culposo em Manaus após atropelamento fatal.

Dois casos chocantes que envolvem acusações de crimes graves resultarão em júri popular. Em Juatuba, Minas Gerais, Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, irá a julgamento por feminicídio, estupro e ocultação de cadáver da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira Silva, de 23 anos. A decisão, proferida pela Vara Única da Comarca de Juatuba, também manteve a prisão preventiva do acusado, citando a brutalidade do crime, a reincidência e a tentativa de fuga. Vanessa foi encontrada morta em fevereiro de 2026, nua e com sinais de violência sexual, um dia após desaparecer ao sair de uma agência do Sine.
Paralelamente, em Manaus, Amazonas, um casal é julgado por duplo homicídio culposo. Jean Paulo Silveira Oliveira e Idaliana Maciel Oliveira são acusados de atropelar e matar uma mulher, Mirivan Moraes Soares, e seu filho de 2 anos, Matheus Soares de Oliveira, em janeiro de 2023. Segundo a denúncia, Jean Paulo ensinava Idaliana, que não possuía CNH, a dirigir uma caminhonete quando ela perdeu o controle do veículo, invadiu a calçada e atingiu as vítimas. Mirivan morreu no local, e o menino não resistiu aos ferimentos a caminho do hospital.
A acusação em Manaus sustenta que o casal assumiu o risco de provocar o resultado fatal, por isso o crime foi enquadrado como homicídio com dolo eventual, modalidade de homicídio simples. A defesa, por outro lado, argumenta que o caso deve ser tratado como homicídio culposo, sem intenção de matar. O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Manaus decidiu levar o caso a júri popular, que se inicia nesta quinta-feira (9) e tem previsão de término na sexta-feira (10). O julgamento será presidido pelo juiz Rafael Rodrigo da Silva Raposo e contará com oitiva de dez testemunhas, interrogatório dos réus e debates entre a acusação e a defesa.