Cão preso em córrego mobiliza bombeiros e voluntários em Campo Grande
Cachorro preso há 10 dias no Córrego Segredo, em Campo Grande, foge de resgatistas. Bombeiros e voluntários tentam captura, mas animal assustado dificulta ação. Chuvas aumentam o risco.

Um cachorro sem raça definida permanece preso há cerca de dez dias no Córrego Segredo, na região central de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, gerando uma mobilização conjunta entre voluntários e o Corpo de Bombeiros. As tentativas de resgate, realizadas ao longo desta segunda-feira (20), enfrentam dificuldades devido ao comportamento arisco do animal, que foge a cada aproximação das equipes.
## Dificuldades no Resgate
O animal está localizado em um trecho específico do córrego, entre a Avenida Ernesto Geisel e a Rua Barão do Rio Branco. Voluntários acompanham a situação desde o período da tarde, com relatos de tentativas de aproximação por conta própria antes mesmo da chegada dos bombeiros. As equipes de resgate utilizaram escadas e redes, mas a evasão constante do cão impede a sua captura. O comportamento do animal, que se mostra assustado, tem sido o principal obstáculo para o sucesso das operações.
## Risco e Esforços Contínuos
O Corpo de Bombeiros foi acionado em dois momentos ao longo do dia. Na primeira tentativa, pela manhã, o animal não foi localizado. Em uma segunda investida, por volta das 16h, os militares conseguiram entrar no córrego, mas a fuga do cachorro frustrou o resgate. A preocupação de protetores de animais é que as condições climáticas piorem, com risco de chuvas que poderiam elevar o nível do córrego, colocando a vida do cão em perigo, uma vez que não há uma saída acessível identificada no local.
Moradores e voluntários continuam a levar água e ração para o animal, na esperança de que um resgate seguro seja possível nos próximos dias. A situação evidencia a complexidade de resgatar animais em ambientes de difícil acesso e a dedicação da comunidade local em prol da vida animal. A corporação informou que novas tentativas poderão ser realizadas, mas o tempo de permanência no local é limitado pela necessidade de atendimento a outras emergências.