Buscas por jovem desaparecido no Rio Ivaí chegam ao 5º dia
Buscas por Alexandro Ferreira do Nascimento, 22 anos, desaparecido no Rio Ivaí (PR) desde terça-feira (21), entram no 5º dia. Operações de resgate seguem com equipes de superfície, sonar e helicóptero.

## Buscas continuam em Rio Ivaí
As buscas pelo jovem Alexandro Ferreira do Nascimento, de 22 anos, que desapareceu no Rio Ivaí, em Douradina (PR), na última terça-feira (21), entraram em seu quinto dia neste sábado (25). O Corpo de Bombeiros de Umuarama encerrou as operações desta sexta-feira (24) sem sucesso na localização do rapaz. A força-tarefa foi retomada nas primeiras horas da manhã e contou com a participação de equipes de superfície e o reforço aéreo de um helicóptero da Polícia Militar durante a tarde.
As equipes dos bombeiros militares percorreram aproximadamente 25 quilômetros do Rio Ivaí na quinta-feira (23), utilizando técnicas de busca de superfície e equipamentos de sonar para mapear o leito do rio. Nos dias anteriores, as buscas cobriram cerca de seis e 20 quilômetros, respectivamente. O Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) também prestou apoio à operação. A complexidade do terreno, com profundidade, correnteza e as características do rio, além das chuvas recentes, têm dificultado significativamente os trabalhos de resgate, que são interrompidos ao anoitecer por questões de segurança.
## Circunstâncias do desaparecimento
Alexandro desapareceu por volta das 7h50 da manhã de terça-feira (21), nas proximidades da rampa náutica de Douradina. Segundo relatos de testemunhas, o jovem entrou nas águas do Rio Ivaí na tentativa de recuperar uma embarcação que estava à deriva. Ele foi subitamente arrastado pela correnteza, submergiu e não foi mais visto. Um amigo da vítima acionou o Corpo de Bombeiros logo após o incidente.
## Repercussão e esperança
Alexandro, morador de Douradina, era descrito por familiares como um jovem responsável, bem-humorado e dedicado ao trabalho de conserto de chapéus. Nos momentos de lazer, dedicava-se a esportes como futebol e futevôlei, além de pescar. Casado há cerca de quatro anos, ele nutria o sonho de formar uma família.
A angústia da família é palpável. Maria Gabriella Motta Ferreira, prima de Alexandro, expressou a esperança de encontrá-lo vivo. Ela ressaltou que a esperança é o que tem movido os familiares a continuar. Familiares, amigos e pescadores têm acompanhado as buscas de perto, muitos oferecendo ajuda com embarcações particulares. Os pais, irmão e avós de Alexandro permanecem nas margens do rio, aguardando notícias, enquanto a comunidade local se une em orações e apoio.