Briga por sinuca e em apartamento resultam em mortes

Duas mortes violentas são registradas em menos de 24 horas: em Corumbá (MS), um homem morre após briga por sinuca, e outro fica ferido com faca cravada no peito; em Goiânia (GO), jornalista é assassinado em apartamento, com suspeita de envolvimento de uma advogada.

Briga por sinuca e em apartamento resultam em mortes

Um grave incidente em Corumbá, Mato Grosso do Sul, resultou na morte de Paulo Batista de Arruda, 50 anos, após uma briga por um jogo de sinuca. O crime ocorreu na madrugada de sábado (25), no Bairro Popular Nova. Segundo informações do portal Diário Corumbaense, durante a discussão no bar, José Luiz Fernandes Junior, 39 anos, foi atingido por uma faca no peito, ficando com a lâmina cravada. Ele alega ter agido em legítima defesa após ser cercado e agredido por outras pessoas. Ao tentar se defender, Fernandes Junior retirou a faca do peito e desferiu um golpe em Paulo Batista de Arruda, que atingiu seu abdômen. Arruda chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Fernandes Junior conseguiu fugir e se escondeu em um terreno baldio, de onde ligou para a mãe e foi levado ao hospital, ficando sob custódia policial. O caso foi registrado como homicídio simples na delegacia da cidade.

Em um caso distinto, o jornalista Delson Carlos Barros foi morto com vários golpes de faca na noite de sexta-feira (25), em seu apartamento no Residencial Dom Lourenço, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita é uma advogada identificada como Renata Oliveira, que alugava o imóvel para o jornalista e seu companheiro. De acordo com a Polícia Militar, relatos iniciais indicam que Delson desferiu um golpe de faca no ombro da companheira de Renata durante um desentendimento no apartamento, onde bebidas alcoólicas eram consumidas. Em reação, a vítima do primeiro ataque, que seria a companheira de Renata, teria se apoderado de uma faca e atingido Delson fatalmente. A advogada Renata Oliveira teria ameaçado se jogar do apartamento após o crime e foi contida pelo Batalhão de Operações Especiais (BOPE) da Polícia Militar. Ela foi levada a uma unidade de saúde. A Polícia Científica realizou perícia no local, e o corpo de Delson Carlos foi encaminhado ao IML. A Polícia Civil investiga as circunstâncias exatas do homicídio, incluindo a dinâmica das agressões e a autoria dos golpes que levaram à morte do jornalista. Delson Carlos Barros era colunista social e atuava em veículos como o Diário de Aparecida e a Revista Class. Relatos de conhecidos mencionam que ele passava por tratamento para transtornos mentais e utilizava medicações controladas. Uma publicação antiga de Renata em rede social sugere que ela, Delson e o marido dela formavam um trisal.