Brasileiros condenados a 32 anos por roubos a bancos em Portugal
Brasileiros Akelson Rodrigues de Jesus e Jhones dos Santos foram condenados a mais de 32 anos de prisão em Portugal por roubos a bancos, sequestros e lavagem de dinheiro. Acumulam 25 crimes.

Dois brasileiros foram condenados em Portugal a penas que somam 32 anos e meio de prisão por uma série de assaltos a bancos, sequestros e lavagem de dinheiro. Akelson Rodrigues de Jesus, de 44 anos, e Jhones dos Santos, de 43, foram sentenciados pelo Tribunal de Évora em abril deste ano. Akelson recebeu a pena mais alta, 20 anos e meio, enquanto Jhones foi condenado a 12 anos.
A dupla é responsável por ataques a agências bancárias em diversas regiões de Portugal, utilizando métodos que remetem a crimes comuns no noticiário brasileiro: disfarces, entradas planejadas nas agências, intimidação de funcionários e clientes, e o sequestro de reféns para facilitar a fuga e o planejamento. O montante roubado pela ação dos criminosos ultrapassa os 548 mil euros, o equivalente a aproximadamente R$ 3,22 milhões, segundo a cotação da moeda na época da reportagem.
## Detalhes dos Crimes e Condenações
Segundo os autos e registros oficiais portugueses, a condenação abrange um total de 25 crimes. A Akelson Rodrigues de Jesus são atribuídos sete roubos, nove sequestros, um crime de branqueamento de capitais (equivalente à lavagem de dinheiro) e quatro falsificações de documento, totalizando 21 crimes. Jhones dos Santos foi condenado por dois roubos, um sequestro e um crime de branqueamento de capitais, somando quatro crimes.
O presidente do coletivo de juízes, durante a leitura do acórdão, descreveu os atos não como meros furtos, mas como roubos de "elevadas quantias", classificando os réus como "profissionais do crime". A investigação apontou que o dinheiro obtido nos assaltos era subsequentemente submetido a processos de branqueamento de capitais, visando disfarçar sua origem ilícita e dar a aparência de legalidade.
As defesas de Akelson Rodrigues de Jesus e Jhones dos Santos não haviam se manifestado sobre as condenações até a publicação da matéria original. O caso destaca a atuação de criminosos brasileiros em território europeu, replicando modus operandi já conhecidos no Brasil.