Bombeiros de Manacapuru são alvo de denúncia por 'rachadinha'

Denúncia aponta esquema de 'rachadinha' no Corpo de Bombeiros de Manacapuru (AM). Militares teriam deixado posto no Balneário do Miriti, com parte do pagamento sendo repassada ao comando.

Bombeiros de Manacapuru são alvo de denúncia por 'rachadinha'

Um esquema de "rachadinha" que envolveria bombeiros militares do Corpo de Bombeiros de Manacapuru, no Amazonas, é alvo de uma denúncia encaminhada às corregedorias da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). A suspeita é de que militares escalados para atuar no Balneário do Miriti deixassem o posto antes do fim do turno, com parte do pagamento recebido sendo repassada ao comando do batalhão.

## Ausência de Militares no Balneário

Moradores do município, localizado a quase 100 quilômetros de Manaus, relatam que a presença dos bombeiros no Balneário do Miriti, que é o principal balneário público da cidade, é frequente e rara. Segundo um morador que preferiu não se identificar, os militares costumam aparecer apenas nos fins de semana, pela manhã, tiram fotos e vão embora. A Rede Amazônica teve acesso a vídeos onde pessoas reclamam da ausência de socorro, evidenciando a falta de efetivo para atuar em situações de emergência.

## Esquema de Pagamento e Doações Suspeitas

De acordo com a denúncia, bombeiros escalados para o Balneário do Miriti não permaneceriam no local durante todo o período previsto, mas receberiam normalmente. Parte do valor, contudo, seria repassada ao comando do batalhão. Um áudio anexado à denúncia sugere que o dinheiro seria destinado à compra de itens como notebooks ou para uma "caixinha" da unidade. O esquema, que teria ocorrido entre janeiro e abril deste ano, é atribuído ao comando do batalhão de Manacapuru. A escala falsa de trabalho teria sido elaborada pelo comandante da unidade, tenente Emerson de Oliveira Silva, com os bombeiros adulterando fotos georreferenciadas para simular a presença no local.

A denúncia também aponta para o furto de uma lancha da corporação em 14 de março e questiona o destino de doações de madeira feitas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) ao Corpo de Bombeiros de Manacapuru, sob suspeita de que o material tenha desaparecido.