Bebês morrem em casos suspeitos de maus-tratos e violência no RS e CE
Casos de bebês mortos em Pelotas (RS) e Fortaleza (CE) levam a prisões e investigações por suspeita de maus-tratos e violência. A criança gaúcha morreu após lesões graves e a cearense, inicialmente com suspeita de estupro, teve asfixia apontada como causa da morte.

Dois casos chocantes envolvendo a morte de bebês em circunstâncias suspeitas de violência e maus-tratos foram registrados no Brasil nas últimas semanas, um no Rio Grande do Sul e outro no Ceará. Em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, uma mulher de 33 anos foi presa preventivamente na madrugada de sábado (18) sob suspeita de ter matado seu filho, um bebê de um ano e sete meses. A Justiça determinou a prisão devido à gravidade das lesões que a criança apresentava. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é que a mãe estivesse planejando fugir. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) havia sido chamado na madrugada de sexta-feira (17) para atender a um suposto caso de engasgo com leite, mas ao chegarem ao local, os socorristas encontraram o bebê sem vida. A mulher não compareceu ao velório do filho.
## Morte em Fortaleza sob investigação
Em Fortaleza, Ceará, uma bebê de 10 meses morreu na manhã de segunda-feira (13), após ser levada a um hospital com suspeita de estupro, conforme informado inicialmente pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O caso ocorreu no bairro Dionísio Torres. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Três homens foram levados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca) para prestar esclarecimentos. Posteriormente, uma atualização da Perícia Forense do Ceará indicou que a análise constatou que não houve estupro e apontou asfixia como causa da morte. Com a conclusão do laudo, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio culposo, descartando a suspeita de violência sexual. Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos suspeitos do crime. A defesa de um dos presos afirmou que o cliente colabora com as investigações e se submeteu à coleta de material genético, alegando que ele não estava no mesmo quarto em que a criança dormia.