Assentamento nega ligação com guerrilheiros após ataque a posto policial
Líder de assentamento paraguaio nega envolvimento de moradores com guerrilheiros após ataque a posto policial que deixou três mortos. Investigação aponta possível ligação com narcotráfico.

Um líder comunitário do assentamento Primeiro de Marzo, identificado como Roberto Mancuello, refutou veementemente as suspeitas de que moradores da região estejam ligados a grupos guerrilheiros. A declaração surge em resposta às alegações do governo paraguaio, que sugere que indivíduos radicalizados do departamento de Canindeyú poderiam ter participado do ataque a um posto da Polícia Nacional em Colônia Naranjito, resultando na morte de dois policiais e um funcionário civil.
## Investigação e Acusações
Mancuello afirmou que o assentamento é composto por famílias dedicadas ao trabalho rural e que não há qualquer vínculo com organizações armadas. Ele estendeu um convite para que as autoridades paraguaias realizem uma investigação aprofundada na comunidade, garantindo a transparência do processo. As acusações do governo ganharam força após a descoberta de evidências balísticas. Uma perícia identificou que uma arma calibre 5,56, utilizada no ataque recente, também foi empregada em um atentado anterior contra uma unidade policial em maio de 2025, na mesma região.
## Conexões com Narcotráfico
Adicionalmente, o ministro da Defesa Nacional, Óscar González, revelou que um estojo de munição calibre 7,62, encontrado no local do ataque, foi associado a uma organização criminosa envolvida com tráfico de maconha em 2020. Esses indícios apontam para uma possível colaboração entre grupos guerrilheiros e narcotraficantes. A hipótese que ganha força é a de que moradores locais, possivelmente radicalizados, teriam se unido a essas facções.
## Ataque e Vítimas
O ataque em Colônia Naranjito ocorreu na noite de terça-feira (21), quando um grupo de aproximadamente 20 a 30 homens armados invadiu o posto policial. Os criminosos incendiaram o prédio e quatro veículos antes de fugirem pela mata. As vítimas fatais foram os policiais Herminio Ojeda González, de 33 anos, e Atilio Martínez Barrios, de 40, além do funcionário administrativo Josemar Escobar Piris, de 37 anos. Um quarto policial sobreviveu ao simular a própria morte e escapar durante o incêndio. A autópsia revelou que os policiais foram executados à queima-roupa, com um deles recebendo um disparo fatal na boca e o outro na cabeça, após já estar ferido.