Anuário de Segurança Pública: Brasil registra alta em crimes contra mulheres e roubo de celulares
Anuário Brasileiro de Segurança Pública revela aumento em descumprimento de medidas protetivas e feminicídios na Paraíba em 2025. Cidades como Cabo de Santo Agostinho e Manaus também aparecem em rankings de violência.

## Violência contra a Mulher em Destaque
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23), aponta um cenário preocupante em relação à violência contra a mulher em 2025. Na Paraíba, os casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência (MPU) cresceram 18,7%, superando a média nacional de 16,7%. Ao todo, o estado registrou 1.666 ocorrências de descumprimento, um aumento em relação aos 1.397 casos em 2024. O anuário também revelou um aumento alarmante de 37,8% nos feminicídios consumados na Paraíba no mesmo período. O descumprimento de medidas protetivas é considerado um indicador de alerta, podendo antecipar situações mais graves como o feminicídio.
## Cidades Brasileiras em Alerta
O levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) também trouxe dados sobre a criminalidade em municípios brasileiros. O Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, foi classificado como a 8ª cidade mais violenta do Brasil em 2025. Em outro recorte, Manaus, capital do Amazonas, figura entre as cidades com as maiores taxas de roubo e furto de celulares, ocupando a 7ª posição nacional. A capital amazonense registrou 1.107,1 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes em 2025. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta que esses crimes estão concentrados em grandes centros urbanos, especialmente em capitais e regiões metropolitanas.
## Dados Nacionais e Regionais
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em sua 20ª edição, compila dados de municípios com mais de 100 mil habitantes. Manaus lidera o ranking de roubos e furtos de celulares na região Norte, mas outras capitais como São Luís (MA), Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA), Lauro de Freitas (BA) e Porto Velho (RO) também apresentaram altas taxas. A concentração desses crimes em grandes centros urbanos é um ponto de atenção, conforme destacado pelo Fórum. A Paraíba, apesar de apresentar uma taxa de descumprimento de medidas protetivas por 100 mil habitantes abaixo da média brasileira (40 casos contra 61,9), viu um aumento significativo nesses registros.