Advogados presos na BA e CE são suspeitos de atuar para facções
Justiça mantém prisão de 10 advogados na BA e Ceará prende 11 suspeitos de repassar ordens de facções criminosas.

A Justiça manteve a prisão preventiva de seis dos dez advogados investigados por suspeita de envolvimento com facções criminosas na Bahia. A decisão reforça o cerco contra profissionais da advocacia que estariam atuando em conluio com organizações criminosas no estado.
Em paralelo, no Ceará, uma operação policial prendeu 11 advogados nesta terça-feira (30), sob suspeita de atuarem como "pombo-correio" para chefes de facções. A "Operação Mensageiros do Crime" aponta que esses advogados seriam responsáveis por transmitir ordens de líderes criminosos, possivelmente em troca de vantagens.
As ações em ambos os estados destacam um padrão preocupante de infiltração de atividades criminosas em profissões que deveriam zelar pela legalidade. A manutenção das prisões na Bahia e as detenções no Ceará indicam que as autoridades estão intensificando o combate a esse tipo de crime organizado, que busca braços dentro de instituições.
Enquanto a Bahia foca na manutenção de prisões de suspeitos já detidos, o Ceará deflagrou uma nova operação com um número expressivo de alvos. A natureza das acusações, ligando advogados à transmissão de ordens de facções, sugere uma estratégia sofisticada por parte das organizações criminosas para manterem suas operações mesmo com líderes encarcerados.
Os desdobramentos dessas operações podem ter implicações significativas para a advocacia e para a segurança pública nos estados. A investigação busca desarticular redes que facilitam a comunicação e a gestão de atividades ilícitas a partir do sistema prisional.