Acre reforça segurança em Terra Indígena após invasão armada

Acre mantém segurança reforçada em Terra Indígena Ashaninka após invasão armada, com ações integradas de forças estaduais e federais na fronteira com o Peru.

Acre reforça segurança em Terra Indígena após invasão armada

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) mantém uma atuação contínua para garantir a segurança na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, localizada em Marechal Thaumaturgo. A medida segue mesmo após o encerramento de operações específicas como a Atalaia, demonstrando o compromisso do estado com a proteção dos povos originários e a soberania na região de fronteira.

## Segurança Integrada na Fronteira

O Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) e o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) permanecem mobilizados na Terra Indígena Ashaninka. As ações são realizadas em cooperação com órgãos federais e visam reforçar a presença do Estado na área, que é estratégica devido à proximidade com o Peru. A iniciativa surgiu após denúncias de invasão armada e ameaças a lideranças da comunidade.

Equipes especializadas conduziram patrulhamento fluvial e terrestre, coletaram informações e prestaram apoio a ações de inteligência para monitorar a situação. Embora a Operação Ashaninka tenha sido concluída em julho e a Operação Atalaia neste sábado, as atividades de segurança integram uma operação de maior escopo, coordenada a partir de Manaus e envolvendo diversas esferas de governo, além do ICMBio.

## Proteção a Povos Originários e Desafios Transfronteiriços

O secretário de Justiça e Segurança Pública do Acre, José Américo Gaia, enfatizou a prioridade na proteção das comunidades tradicionais. Ele destacou que, apesar do encerramento de operações pontuais, as forças de segurança continuam atuando de maneira integrada com parceiros federais para fortalecer o patrulhamento, a inteligência e a cooperação internacional. O objetivo é assegurar a segurança da comunidade Ashaninka e a preservação da faixa de fronteira.

Durante as operações, suspeitos de participação na invasão foram identificados, mas fugiram para o território peruano antes de serem capturados, aproveitando a proximidade da fronteira. As informações coletadas foram compiladas em um relatório técnico para subsidiar futuras negociações e operações conjuntas entre autoridades brasileiras e peruanas, buscando a responsabilização e captura dos foragidos. O Gefron mantém o patrulhamento fluvial intensificado e o monitoramento de rotas criminosas, com o compromisso de impedir novas ações e aumentar a sensação de segurança na região.