Xeroderma Pigmentoso: Entenda a Doença Rara que Tornou o Sol Perigoso
Entenda o xeroderma pigmentoso, doença genética rara que impede o reparo do DNA e torna o sol um risco de câncer. Influenciadora Káh Felipe morreu em decorrência da condição.

## Xeroderma Pigmentoso e seus Riscos
O xeroderma pigmentoso é uma doença genética rara, hereditária e não contagiosa, que causa extrema sensibilidade à radiação ultravioleta (UV) do sol. A condição afeta o sistema de reparo do DNA das células da pele. Normalmente, proteínas especializadas identificam e corrigem danos no material genético causados pela exposição solar. No entanto, em pessoas com xeroderma pigmentoso, essa linha de defesa falha. Como resultado, as lesões no DNA se acumulam desde os primeiros anos de vida, aumentando significativamente o risco de mutações que levam ao câncer de pele e ao envelhecimento precoce.
## Transmissão e Mecanismo da Doença
A doença é transmitida de forma autossômica recessiva. Isso significa que um indivíduo precisa herdar uma cópia alterada de um gene específico de cada um dos pais para desenvolver a condição. Frequentemente, os pais são apenas portadores do gene, sem apresentar sintomas. O defeito pode ocorrer em um dos cerca de oito genes responsáveis pela maquinaria de reparo do DNA. Quando um desses genes não funciona corretamente, os danos solares não são reparados, culminando no desenvolvimento de tumores e outros problemas dermatológicos.
## O Caso de Káh Felipe
A influenciadora cearense Káh Felipe, que compartilhava sua rotina com mais de 800 mil seguidores, faleceu em Fortaleza na última sexta-feira (24). Ela lutava contra um câncer de pele agressivo, resultado do xeroderma pigmentoso, que se espalhou pelo corpo. Dois dias antes de sua morte, Káh Felipe postou em suas redes sociais expressando saudade de sua família, evidenciando os desafios enfrentados por quem convive com esta condição rara e severa, que transforma a exposição solar em um perigo constante.