Viúva de pedreiro morto por cerol recebe apoio para tratar câncer

Viúva de pedreiro morto por cerol no AP recebe consulta e doações para tratar câncer de útero após apelo. Comunidade se mobiliza e garante tratamento.

Viúva de pedreiro morto por cerol recebe apoio para tratar câncer

A comunidade respondeu rapidamente ao apelo de Lenice de Oliveira Moreira Viana, de 42 anos, viúva do pedreiro Cleuson Andrade Viana, que faleceu tragicamente em 30 de junho após ser atingido por uma linha de pipa com cerol em Santana, Amapá. Apenas 24 horas após a divulgação de sua história, Lenice, diagnosticada há três meses com câncer de útero, viu a solidariedade transformar sua angústia em esperança.

Lenice vinha enfrentando dificuldades para custear a cirurgia necessária para seu tratamento. Diante da urgência e da falta de recursos, ela gravou um vídeo emocionado buscando ajuda. A repercussão foi imediata e surpreendente.

## Mobilização médica e social

Profissionais de saúde do Hospital da Mulher e Maternidade Mãe Luzia, em Macapá, entraram em contato com Lenice para dar andamento ao seu caso. Ela já realizou a consulta e avaliação médica inicial, e os próximos passos incluem exames pré-cirúrgicos para agendar o procedimento. Além do suporte médico, a mobilização social garantiu arrecadação financeira suficiente para cobrir os custos dos exames, logística e o período de recuperação pós-cirúrgico, quando ela não poderá trabalhar.

"Sou grata por cada pessoa que doou, cada centavinho lá. Deu para arrecadar o valor suficiente para a gente arcar com os exames e com o pós-cirúrgico também", celebrou Lenice, aliviada com o apoio recebido.

## Conciliando luto e tratamento

Apesar do alívio com o avanço do tratamento de saúde, Lenice ainda lida com o luto pela perda recente do marido. Ela compartilhou a dificuldade em vivenciar o processo de luto plenamente devido à correria para buscar a cirurgia e resolver questões burocráticas. "Peço que continuem agora me dando força, mas em oração, para que Deus possa confortar meu coração nessa fase. Eu não tive ainda nem tempo para ter o luto do meu esposo devido a essa correria que eu estou de buscar cirurgia e resolver burocracias", desabafou.

Cleuson Andrade Viana, de 39 anos, era o único provedor da família, que incluía dois filhos adolescentes, sogros idosos e um cunhado com deficiência. Sua morte, causada por uma linha com cerol enquanto retornava do trabalho de moto, reforça a perigosa realidade do uso dessas linhas, proibidas por lei no município, mas que ainda representam um desafio para a fiscalização e conscientização.