Trocar fogão a gás por elétrico alivia asma, diz estudo
Estudo aponta que substituir fogão a gás por elétrico melhora sintomas de asma em até 70%, com pacientes preferindo o novo aparelho.

A substituição de fogões a gás por modelos elétricos em residências pode trazer benefícios significativos para pessoas com asma, equiparando-se em eficácia a alguns medicamentos utilizados no tratamento da doença. Uma pesquisa recente, conduzida por médicos e pesquisadores, investigou o impacto dessa mudança em 85 adultos e crianças com asma de controle precário, que utilizavam fogões a gás.
## Melhorias Notáveis nos Sintomas
O estudo envolveu a remoção dos fogões a gás, a vedação segura das tubulações e a instalação de fogões elétricos de indução, sem custo para os participantes. Após um período de dois a três meses, os pesquisadores observaram melhorias expressivas no controle da asma. Em média, os participantes transitaram de sintomas moderados para leves da doença. Os resultados foram tão expressivos que as idas ao pronto-socorro e internações hospitalares devido à asma caíram 70%, e as faltas ao trabalho ou escola diminuíram cerca de 80%. Paralelamente, os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2) em ambientes internos, um irritante pulmonar gerado pela queima de gás, reduziram-se em 70%.
## Preferência e Barreiras Econômicas
Além dos benefícios de saúde, a maioria dos participantes (98%) expressou satisfação ou grande satisfação com os novos fogões elétricos de indução, contrastando com os 41% que se declaravam satisfeitos com os fogões a gás. Os pesquisadores, no entanto, ressaltam que o estudo teve um número limitado de participantes e um acompanhamento de curto prazo, e os resultados podem não se aplicar a casos de asma mais branda. Um obstáculo significativo identificado é o custo da substituição, que pode variar de US$ 1.500 em residências mais novas a mais de US$ 7.000 em moradias antigas que necessitam de modernização elétrica. Sugere-se que governos ou planos de saúde considerem subsidiar essa troca para pacientes com asma de difícil controle, especialmente em países em desenvolvimento, onde o alto investimento inicial e a infraestrutura elétrica precária representam desafios adicionais. Apesar disso, o potencial de economia com a redução de atendimentos médicos emergenciais pode justificar o investimento em locais com alta incidência de doenças respiratórias e poluição do ar.