Tedros Adhanom, da OMS, recebe título honorífico da Fiocruz no Rio
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, recebe título de doutor honoris causa da Fiocruz no Rio de Janeiro. Homenagem destaca papel do líder em saúde global, combate a pandemias e fortalecimento da Fiocruz.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concedeu o título de doutor honoris causa ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (27). A cerimônia ocorreu no Rio de Janeiro, no auditório de Bio-Manguinhos, na Zona Norte da cidade, e fez parte do evento “Saúde Global em um Mundo em Transformação”.
O encontro abordou temas cruciais como a diplomacia e a governança global da saúde pública. Entre os presentes estavam a ex-ministra da Saúde Nísia Trindade, o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, e o coordenador-geral do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel.
Em seu discurso, Adhanom ressaltou que a saúde é um direito humano fundamental e não um privilégio. Ele destacou a importância da interconexão global observada durante a pandemia de Covid-19, afirmando que "a gente não pode enfrentar as emergências globais sozinha em cada país". Adhanom também enfatizou que nenhuma instituição pode avançar isoladamente e que a segurança sanitária de uma nação está atrelada à vulnerabilidade de outras.
O diretor-geral da OMS elogiou a Fiocruz por compreender a interseção entre ciência, serviço público e justiça social. Ele descreveu a instituição como a espinha dorsal científica das conquistas brasileiras em saúde pública, um apoio fundamental para a pesquisa na América Latina e a "casa das vacinas brasileira", além de líder em equidade global em saúde.
## Homenagem e Reconhecimento
Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, prestou uma homenagem a Adhanom por meio de um vídeo. Padilha mencionou que o diretor-geral da OMS frequentemente cita o Sistema Único de Saúde (SUS), o esforço brasileiro e a Fiocruz como referências mundiais de sistemas universais, demonstrando a viabilidade de políticas públicas estatais sustentáveis e inclusivas.
Padilha reconheceu a gestão de Adhanom à frente da OMS, especialmente durante a pandemia de Covid-19, destacando seu papel como defensor da saúde pública universal e do acesso equitativo a vacinas. O ministro também ressaltou a modernização promovida por Adhanom na OMS, com um aumento significativo de mulheres em cargos de alta direção, cerca de 60%, como fruto de seu compromisso com a equidade.
Tedros Adhanom Ghebreyesus, de 61 anos, é o primeiro africano a liderar a OMS. Biólogo de formação, possui mestrados e doutorado em saúde comunitária e imunologia no Reino Unido, com foco em malária. Antes de assumir a direção da OMS em 2017, Adhanom serviu como ministro da Saúde e das Relações Exteriores da Etiópia. Ele está em seu segundo mandato na organização, sendo reconhecido por sua atuação no combate a doenças como malária, HIV e ebola, e pela coordenação da resposta global à Covid-19.