Surto de diarreia nos EUA já soma quase 2 mil casos e afeta 9 estados

Surto de ciclosporíase associado à alface iceberg contamina quase 2 mil pessoas em 9 estados dos EUA, resultando em 98 hospitalizações. Investigação aponta empresa mexicana como provável fonte.

Surto de diarreia nos EUA já soma quase 2 mil casos e afeta 9 estados

Um surto de ciclosporíase, infecção intestinal causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, se alastra por nove estados americanos, com quase 2 mil casos confirmados e 98 pessoas hospitalizadas. Nenhuma morte foi registrada até o momento. A investigação, conduzida pela Food and Drug Administration (FDA) e pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), aponta a alface iceberg desfiada, produzida pela empresa Taylor Farms de Mexico, como a provável fonte da contaminação.

## Origem da Contaminação

Os casos foram identificados em Illinois, Indiana, Kansas, Kentucky, Michigan, Ohio, Oklahoma, Pensilvânia e Virgínia Ocidental. Segundo as autoridades de saúde, todos os pacientes afetados relataram ter consumido alimentos da rede Taco Bell antes de desenvolverem os sintomas. As infecções começaram a ser registradas entre o final de junho e meados de julho, mas o número total de infectados pode aumentar, pois a confirmação laboratorial pode levar até seis semanas. A Taylor Farms de Mexico iniciou um recall voluntário da alface desfiada distribuída para diversos estabelecimentos nos Estados Unidos.

## Expansão e Investigação

As autoridades mexicanas e americanas seguem investigando em qual etapa da cadeia produtiva a contaminação ocorreu. Paralelamente, os departamentos de saúde dos estados envolvidos já contabilizaram mais de 12 mil diagnósticos de ciclosporíase neste verão americano, embora nem todos estejam ligados à alface contaminada. O número de infecções por Cyclospora neste ano já supera os registros dos anos anteriores, totalizando mais de 4,5 mil casos em 2023 e 3,5 mil em 2024.

A ciclosporíase é geralmente transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Os sintomas, que podem surgir até duas semanas após a exposição, incluem diarreia aquosa, perda de apetite, emagrecimento, cólicas, distensão abdominal, excesso de gases, náuseas e fadiga. A doença pode se tornar persistente se não tratada adequadamente.