Sucesso em Natal: Paciente de 67 anos recebe novo coração em transplante inédito no RN

Paciente de 67 anos em Natal recebe novo coração em transplante bem-sucedido. Doação veio de Mossoró após complexa operação logística que envolveu segurança e equipes médicas.

Sucesso em Natal: Paciente de 67 anos recebe novo coração em transplante inédito no RN

Um paciente de 67 anos, morador de Natal, recebeu um novo coração em um transplante realizado com sucesso na última quinta-feira (16), no Hospital Rio Grande, na capital potiguar. O procedimento era a única esperança para o homem, que sofria de cardiopatia grave em estágio avançado e não apresentava mais alternativas de tratamento clínico ou cirúrgico.

## Doação e Captação

O órgão doado provém de um homem de 27 anos que estava internado no Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, após sofrer um traumatismo cranioencefálico em decorrência de um acidente de moto. Com a autorização da família, além do coração, foram captados o fígado, dois rins e duas córneas do doador. A captação dos órgãos foi realizada por equipes do Hospital Rio Grande e do Hospital Universitário Walter Cantídio, em Fortaleza, que recebeu o fígado.

## Logística Complexa para Salvar Vidas

Para que o transplante fosse possível, foi orquestrada uma operação logística de grande escala, coordenada pela Central de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap). A ação envolveu equipes médicas, forças de segurança e profissionais de logística para garantir o transporte do coração de Mossoró a Natal dentro do tempo viável para o procedimento. A aeronave Potiguar 02 transportou o coração, os rins e as córneas para a capital, pousando no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar. Dali, o coração foi escoltado por batedores da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) até o Hospital Rio Grande.

## Pós-operatório e Perspectivas

O paciente transplantado foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva Cardiológica do Hospital Rio Grande, onde receberá acompanhamento intensivo. As primeiras horas após o transplante são cruciais e exigirão monitoramento contínuo. O receptor, que já possuía outras comorbidades associadas à insuficiência cardíaca, iniciará o tratamento imunossupressor, essencial para evitar a rejeição do novo órgão. A equipe médica não pôde, neste momento, estimar o tempo de internação devido à complexidade do quadro clínico do paciente.

O paciente era o único inscrito na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para transplante cardíaco no Rio Grande do Norte, o que ressalta a importância e o sucesso desta intervenção. Os rins captados foram destinados ao Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol).