Saúde do DF: Reumatologia do HBDF suspende consultas e fila cresce

Hospital de Base do DF suspende consultas de reumatologia por falta de médicos. Fila de espera chega a 3,7 mil pacientes, impactando tratamentos de doenças complexas.

Saúde do DF: Reumatologia do HBDF suspende consultas e fila cresce

## Alerta na Reumatologia do HBDF

O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), uma unidade de saúde pública essencial em Brasília, enfrenta uma crise na especialidade de reumatologia. Consultas ambulatoriais nesta área foram suspensas recentemente devido à carência de profissionais médicos. O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do DF (Iges-DF) confirmou a medida, classificando-a como uma “reorganização assistencial”. A suspensão se deu em decorrência de afastamentos definitivos e licenças prolongadas de especialistas, o que impactou significativamente o quadro de funcionários.

Atualmente, o atendimento em reumatologia no HBDF está restrito a pacientes com condições imunomediadas de alta complexidade. Exemplos incluem lúpus eritematoso sistêmico, vasculites, artrite reumatoide e espondiloartrites. Essa restrição deixa uma parcela considerável de pacientes sem o acompanhamento necessário, gerando apreensão e dificuldades para a continuidade de seus tratamentos.

## Pacientes em Longa Espera

A suspensão das consultas agrava uma situação já delicada, com uma fila de espera que não para de crescer. Segundo dados recentes, aproximadamente 3,7 mil pessoas aguardam por uma consulta com um reumatologista na capital federal. Essa informação é baseada no mapa social do Ministério Público do DF (MPDFT), que monitora a situação da saúde pública na região.

Um exemplo notório é o de Rosilda da Cunha, 57 anos, que convive com fibromialgia e sente fortes dores. Ela relata que sua última consulta no Hospital de Base ocorreu há quase um ano, em agosto de 2025. Desde então, aguarda um retorno que foi cancelado. Rosilda expressou seu medo de perder o acompanhamento médico especializado, especialmente após uma cirurgia recente, pois os médicos da Rede Sarah, onde foi operada, exigem o seguimento reumatológico regular. A falta desse acompanhamento pode comprometer seu tratamento atual.

## Esforços e Perspectivas

O quadro atual de reumatologistas no Hospital de Base é composto por apenas 15 médicos, incluindo o chefe do setor. Diante da gravidade da situação, o Iges-DF informou que está em andamento um processo de recomposição da carga horária da especialidade. O objetivo é ampliar gradualmente a oferta de consultas e assegurar a continuidade da assistência aos pacientes que dependem desses serviços.

A comunidade médica e os pacientes aguardam com expectativa a efetivação dessas medidas para mitigar o impacto da escassez de profissionais e normalizar o atendimento reumatológico no principal hospital público do Distrito Federal. A situação acende um alerta sobre a necessidade de planejamento e investimento contínuos na saúde pública.