Santarém investiga suspeita de Doença da Urina Preta após 3 anos

Santarém, Pará, investiga novo caso suspeito de Doença de Haff após homem apresentar sintomas de 'urina preta' após comer peixe pacu. É o primeiro caso desde 2023.

Santarém investiga suspeita de Doença da Urina Preta após 3 anos

Santarém, no Pará, está em alerta com a investigação de um novo caso suspeito da Doença de Haff, popularmente conhecida como 'doença da urina preta'. O paciente é um homem de 46 anos, morador do bairro Bela Vista, que desenvolveu sintomas após a ingestão de peixe da espécie pacu. Este é o primeiro caso suspeito registrado na cidade desde 2023, período em que o município teve um número expressivo de notificações.

## Investigação em Andamento

O homem foi atendido no Hospital Municipal de Santarém (HMS), onde recebeu alta após estabilização de seu quadro clínico. Ele segue em acompanhamento pela Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova República. A Vigilância em Saúde notificou o caso ao 9º Centro Regional de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). A investigação epidemiológica e laboratorial está em curso para confirmar ou descartar o diagnóstico da síndrome rara, caracterizada pela rabdomiólise aguda, que causa destruição das fibras musculares.

## Histórico e Prevenção

A Doença de Haff, embora suas causas exatas ainda sejam objeto de estudo científico, tem sido associada ao consumo de certos tipos de peixes. Os sintomas, que surgem em até 24 horas após a refeição, incluem dor muscular intensa, fraqueza, rigidez e urina escura. Em Santarém, entre 2021 e 2023, foram notificados um total de 126 casos, com as espécies pacu e tambaqui sendo as mais frequentemente associadas. Em 2024 e 2025, não houve registros até o momento.

Diante da suspeita, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta que qualquer pessoa com sintomas semelhantes após consumir peixe procure imediatamente uma unidade de saúde. É recomendado que, em casos suspeitos, as sobras do alimento sejam preservadas para auxiliar nas análises laboratoriais. A Semsa também reforça a importância da compra de pescados apenas em estabelecimentos regularizados, com procedência conhecida e que garantam as condições adequadas de higiene, armazenamento e conservação.